O presidente da China, Hu Jintao, pediu neste domingo que o mundo reconheça o país plenamente como economia de mercado e relaxe as restrições na exportação de alta tecnologia ao país, durante um discurso para comemorar o décimo aniversário do ingresso de Pequim na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Hu ressaltou que a entrada da China no bloco, a sexta maior economia mundial em 2001 e segunda na atualidade, "foi um marco no processo de reforma e abertura" do regime comunista, iniciando "uma nova etapa histórica" para a potência asiática.
No discurso, o líder destacou que o país continuará a reforma e abertura de sua economia e porá em prática estratégias mais ativas para promover os intercâmbios com o resto do mundo.
A China ingressou na OMC no dia 11 de dezembro de 2001, o mesmo dia em que também o fez seu histórico rival Taiwan, e após um árduo processo de 15 anos de negociações.
EFE
domingo, 11 de dezembro de 2011
França rejeita injetar dinheiro em bancos e nega recessão

Em entrevista à TV, a ministra do Orçamento da França, Valérie Pécresse, disse neste domingo que o governo confia na capacidade de os bancos franceses atingidos pela crise se recapitalizarem sozinhos, e que o Estado não injetará recursos nestas instituições. Ela manteve ainda a previsão de crescimento econômico de 1% para 2012 e negou que o país esteja em recessão, mas assinalou que Paris estabeleceu uma reserva de € 6 bilhões para enfrentar uma expansão de apenas 0,4%.
"Acreditamos que a necessidade de financiamento dos bancos não é tão grande como se não pudessem enfrentá-la", declarou a ministra.
Em entrevista à TV, ministra do Orçamento, Valérie Pécrasse, disse que Paris não vai injetar dinheiro em bancos franceses
"Os bancos franceses podem ser recapitalizados em até € 7 bilhões, aproximadamente, com seus próprios fundos e seus próprios benefícios. O Estado não colocará dinheiro nos bancos franceses", disse.
Ela considera uma "boa notícia" que os bancos tenham esta capacidade.
As declarações chegam três dias após a Autoridade Bancária Europeia (EBA) ter revisado para baixo o valor de que os bancos franceses necessitam para se recuperarem da crise, de € 8,8 bilhões para € 7,3 bilhões.
Pouco depois, o diretor do Banco da França, Christian Noyer, também estimou que as instituições financeiras francesas poderão se recompor da turbulência "sem problemas".
CRESCIMENTO
Comentando as estimativas para o desenvolvimento da economia francesa no ano que vem, a ministra do Orçamento manteve neste domingo a previsão de crescimento econômico de 1% para 2012, mas assinalou que seu governo estabeleceu uma reserva de 6bilhões de euros para enfrentar uma expansão de apenas 0,4%.
Pécresse negou que a França esteja em recessão, disse que a situação do país é de "crescimento muito desacelerado" e destacou que, de qualquer maneira, "temos um objetivo de recuperação das contas públicas".
Ela ressaltou que a França respeitará a meta de terminar este ano com um déficit de 5,7% do Produto Interno Bruto (PIB).
Quanto a 2012, a ministra assinalou que, mesmo que se cumpram as previsões de alguns institutos que calculam uma progressão do PIB limitada em torno de 0,5%, elas entrariam dentro da margem estabelecida pelo Executivo, que congelou 6 bilhões de euros em seu orçamento.
"Aconteça o que acontecer, cumpriremos em 2012 (com os planos de corte do déficit)", garantiu Pécresse.
ACORDO DA UE
Na sexta-feira a França e a Alemanha obtiveram sucesso durante uma reunião da UE em Bruxelas ao atingirem um acordo com os países-membros do bloco para um pacto fiscal --sem o apoio do Reino Unido.
Os líderes europeus chegaram a um consenso para reforçar a disciplina fiscal da zona do euro, com o objetivo de salvar a moeda única, mas fracassaram em incluir tal objetivo no Tratado dos 27, devido à oposição do Reino Unido.
Os europeus também anunciaram sua intenção de reforçar os recursos do Fundo Monetário Internacional (FMI) em até € 200 bilhões para que possa ajudar a zona do euro.
O primeiro-ministro britânico, David Cameron, se negou categoricamente na quinta-feira a aceitar a reforma dos tratados proposta pelo eixo franco-alemão para evitar um endurecimento da regulação sobre o setor financeiro de Londres.
AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS
Resultado do plebiscito no Pará deve sair hoje, diz presidente do TSE
O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Ricardo Lewandowski, visitou na manhã deste domingo (11) o TRE (Tribunanl Regional Eleitoral) do Pará e fez uma inspeção no colégio Paes de Carvalho e afirmou que o resultado do plebiscito que pode dividir o Estado deve sair hoje.
Segundo ele, o resultado do plebiscito deverá ser divulgado "algumas horas" após o fechamento das urnas, marcado para as 17h (18h de Brasília).
Lewandowski ressaltou que o pleito está ocorrendo "dentro da normalidade" e informou que o custo do plebiscito até agora foi de R$ 19 milhões.
"É um momento histórico extremamente importante e mostra que nossa democracia está amadurecida e consolidada", disse.
Em Belém, as pessoas saíram às ruas hoje para votar vestidas com camisas vermelhas estampando a bandeira do Pará. As lideranças da campanha contra a divisão votaram pela manhã. O governador Simão Jatene (PSDB) também já votou.
De acordo com o Datafolha, a capital e os municípios de seu entorno concentram uma rejeição superior a 90% da ideia da divisão do Estado.
Em Santarém e Marabá, possíveis capitais do Tapajós e do Carajás, o plebiscito também segue tranquilo.
PROPAGANDA IRREGULAR
Materiais de propaganda do plebiscito sobre a divisão do Pará foram apreendidos na manhã deste domingo em Belém. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará informou que se tratava de distribuição irregular de propaganda, mas não informou se o material era da frente contra a divisão ou da frente a favor.
Até agora, esta foi a única ocorrência fora da normalidade do plebiscito que ocorre hoje para decidir sobre a divisão do Estado.
A venda de bebida alcóolica está proibida desde a meia-noite.
Caso aprovada a divisão, serão criados os Estados do Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste) e o Pará terá seu território reduzido.
AGUIRRE TALENTO
RODRIGO VIZEU
SILVIO NAVARRO
Segundo ele, o resultado do plebiscito deverá ser divulgado "algumas horas" após o fechamento das urnas, marcado para as 17h (18h de Brasília).
Lewandowski ressaltou que o pleito está ocorrendo "dentro da normalidade" e informou que o custo do plebiscito até agora foi de R$ 19 milhões.
"É um momento histórico extremamente importante e mostra que nossa democracia está amadurecida e consolidada", disse.
Em Belém, as pessoas saíram às ruas hoje para votar vestidas com camisas vermelhas estampando a bandeira do Pará. As lideranças da campanha contra a divisão votaram pela manhã. O governador Simão Jatene (PSDB) também já votou.
De acordo com o Datafolha, a capital e os municípios de seu entorno concentram uma rejeição superior a 90% da ideia da divisão do Estado.
Em Santarém e Marabá, possíveis capitais do Tapajós e do Carajás, o plebiscito também segue tranquilo.
PROPAGANDA IRREGULAR
Materiais de propaganda do plebiscito sobre a divisão do Pará foram apreendidos na manhã deste domingo em Belém. O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) do Pará informou que se tratava de distribuição irregular de propaganda, mas não informou se o material era da frente contra a divisão ou da frente a favor.
Até agora, esta foi a única ocorrência fora da normalidade do plebiscito que ocorre hoje para decidir sobre a divisão do Estado.
A venda de bebida alcóolica está proibida desde a meia-noite.
Caso aprovada a divisão, serão criados os Estados do Carajás (sudeste) e Tapajós (oeste) e o Pará terá seu território reduzido.
AGUIRRE TALENTO
RODRIGO VIZEU
SILVIO NAVARRO
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
Dilma e Lula, quanta diferença
O primeiro ano do governo Dilma acaba de forma típica, atropelado pela crise econômica internacional e pela sucessão de crises políticas no seu ministério.
Mais do que iniciativas originais e pré-formuladas, foi sua reação a esses eventos que marcou o primeiro quarto de sua gestão: a tal "faxina" e o tal "novo desenvolvimentismo".
Ambos supostamente representam mudanças marcantes em relação ao governo Lula em dois pontos centrais: corrupção e economia. Digo supostamente porque o governo não se posiciona de forma clara sobre esses, digamos, conceitos. Ao contrário do verborrágico Lula, com Dilma, a ação precede o discurso.
Na política, a "faxina" é uma sucessão de degolas de ministros acusados de malfeitos, uma mudança clara em relação à resistência de Lula diante da enxurrada de denúncias graves contra aliados e colaboradores.
Na economia, Dilma acabou com a ambiguidade (ou o equilíbrio) conservadorismo-estatismo que predominou sob Lula. Sua equipe econômica é homogênea e disciplinada, trabalhando com rédea curta para a presidenta-economista de viés unicampista. A necessidade de reagir à crise global motivou um ativismo econômico revelador das novas diretrizes do governo.
Mas se Dilma representa alguma mudança em relação ao governo de seu mentor e padrinho, ela jamais arranhará os consensos estruturantes do novo Brasil em torno da democracia e do capitalismo.
Por mais que Lula tenha sido um gênio da comunicação e da política, quem elegeu Dilma de fato foi a percepção na maioria dos eleitores de que ela seria a melhor candidata para manter o modelo político-econômico que começou a ser formado no final do governo Itamar Franco com a estabilidade pós-Plano Real, passou pela consolidação da democracia com Fernando Henrique Cardoso e fechou com a adesão de Lula (e as esquerdas que o seguiram) aos preceitos básicos da economia de mercado.
Dilma chegou ao Planalto depois de dois presidentes que representavam o melhor de seus grupos políticos e que por isso foram capazes de levar o Brasil de volta ao caminho da prosperidade.
Ela é uma presidenta acidental, que jamais chegaria à Presidência não fosse o dedaço de Lula (e a fraqueza da oposição).
Está aprendendo a fazer política na cadeira de presidente. O que é um risco, mas também um ativo num cenário político tão viciado, para dizer o mínimo, quanto o nosso.
O fim da era Lula foi o fim do recomeço, da retomada da confiança no Brasil. Ele quis ser o "grande pai" dos brasileiros. Dilma quer ser a gerente. É uma ambição mais adequada num Brasil maior que qualquer governo ou liderança, cujos méritos (e deméritos) devem se antes de tudo dos brasileiros.
Sérgio Malbergier
Mais do que iniciativas originais e pré-formuladas, foi sua reação a esses eventos que marcou o primeiro quarto de sua gestão: a tal "faxina" e o tal "novo desenvolvimentismo".
Ambos supostamente representam mudanças marcantes em relação ao governo Lula em dois pontos centrais: corrupção e economia. Digo supostamente porque o governo não se posiciona de forma clara sobre esses, digamos, conceitos. Ao contrário do verborrágico Lula, com Dilma, a ação precede o discurso.
Na política, a "faxina" é uma sucessão de degolas de ministros acusados de malfeitos, uma mudança clara em relação à resistência de Lula diante da enxurrada de denúncias graves contra aliados e colaboradores.
Na economia, Dilma acabou com a ambiguidade (ou o equilíbrio) conservadorismo-estatismo que predominou sob Lula. Sua equipe econômica é homogênea e disciplinada, trabalhando com rédea curta para a presidenta-economista de viés unicampista. A necessidade de reagir à crise global motivou um ativismo econômico revelador das novas diretrizes do governo.
Mas se Dilma representa alguma mudança em relação ao governo de seu mentor e padrinho, ela jamais arranhará os consensos estruturantes do novo Brasil em torno da democracia e do capitalismo.
Por mais que Lula tenha sido um gênio da comunicação e da política, quem elegeu Dilma de fato foi a percepção na maioria dos eleitores de que ela seria a melhor candidata para manter o modelo político-econômico que começou a ser formado no final do governo Itamar Franco com a estabilidade pós-Plano Real, passou pela consolidação da democracia com Fernando Henrique Cardoso e fechou com a adesão de Lula (e as esquerdas que o seguiram) aos preceitos básicos da economia de mercado.
Dilma chegou ao Planalto depois de dois presidentes que representavam o melhor de seus grupos políticos e que por isso foram capazes de levar o Brasil de volta ao caminho da prosperidade.
Ela é uma presidenta acidental, que jamais chegaria à Presidência não fosse o dedaço de Lula (e a fraqueza da oposição).
Está aprendendo a fazer política na cadeira de presidente. O que é um risco, mas também um ativo num cenário político tão viciado, para dizer o mínimo, quanto o nosso.
O fim da era Lula foi o fim do recomeço, da retomada da confiança no Brasil. Ele quis ser o "grande pai" dos brasileiros. Dilma quer ser a gerente. É uma ambição mais adequada num Brasil maior que qualquer governo ou liderança, cujos méritos (e deméritos) devem se antes de tudo dos brasileiros.
Sérgio Malbergier
Assinar:
Postagens (Atom)


