sábado, 12 de abril de 2014

Caso Petrobras: documentos indicam repasses de empresas a partidos

Material apreendido pela PF sugere que ex-diretor coordenava esquema que beneficiou políticos
Documentos apreendidos na Operação Lava-Jato da Polícia Federal (PF) levantam suspeitas de que um ex-diretor da Petrobras intermediava repasses de empresas para políticos. De acordo com a investigação, Paulo Roberto Costa, preso pela PF, tinha anotações que indicam um esquema de financiamento de campanhas eleitorais. Segundo reportagem do jornal Folha de S. Paulo, uma tabela apreendida, escrita à mão, tem diversas informações divididas em três colunas: "Nome da empresa", "Executivo" (com os nomes dos responsáveis em cada empresa) e "Solução", onde aparece o encaminhamento dado a cada demanda. As anotações datam de fevereiro, mas não há indicação do ano a que se referem. "[A tabela contém] Diversas anotações que indicam possíveis pagamentos para 'candidatos', podendo indicar financiamento de campanha", diz relatório da PF. Uma das informações que embasa, segundo a investigação, a tese de que haveria um esquema de distribuição de repasses são relatos escritos no campo "Soluções", como "Já vem ajudando, pediu para certificar se candidato está ciente" e "Já está colaborando, mas vai intensificar mais para a campanha a pedido do PR". Agentes da PF que analisaram o documento apreendido suspeitam que a sigla PR indique o ex-diretor Paulo Roberto. No relatório, a PF informa também a existência de um registro com o título "Planilha Valores" que apresenta a inscrição "primo", que seria um dos apelidos do doleiro Alberto Youssef, apontado como um dos líderes do suposto esquema. A revista Veja, que também teve acesso a documentos apreendidos afirma que anotações do ex-diretor registram o repasse, em 2010, de R$ 28,5 milhões ao PP, partido da base aliada e que foi responsável pela indicação de Paulo Roberto ao cargo. 
ZERO HORA 

sábado, 5 de abril de 2014

'Me chamam de comunista', diz Papa Francisco

Pontífice atribui classificação a seus discursos contra consumismo e em defesa dos pobres
O papa Francisco afirmou que tem sido chamado de "comunista" devido aos seus constantes discursos em defesa dos pobres e contra a cultura do consumismo e do descartável. "Escutei há dois meses: 'Com esses discursos sobre pobreza, esse Papa é um comunista'. Mas essa é uma bandeira do Evangelho: a pobreza sem ideologia, os pobres ao centro do Evangelho de Jesus", disse Francisco em um encontro ocorrido dia 31 de março com cinco jovens belgas e cujo vídeo da reunião foi divulgado na noite de ontem (3) no site "deredactie.be".  "Esse é o coração do Evangelho, e eu sou crente em Cristo e em Jesus Cristo. Para mim, o coração do Evangelho está nos pobres", acrescentou o Pontífice. Ma mesma conversa, Francisco também condenou a importância que a sociedadeatual dá ao dinheiro e ao poder. "Nos dias de hoje, o homem foi jogado para fora do centro da sociedade. Ele está na periferia, enquanto o centro é ocupado pelo poder, pelo dinheiro". "Nesse mundo, os jovens foram jogados para fora, assim como as crianças. Não querem mais filhos, apenas famílias pequenas. E os idosos também foram jogados para fora. Muitos deles morrem em uma eutanásia escondida porque não há cura", criticou o Papa. Os jovens belgas também fizeram perguntas sobre a vida pessoal de Francisco, o qual, por sua vez, contou que "já cometeu e ainda comete muitos erros". "Dizem que o homem é o único animal que cai duas vezes no mesmo lugar. Os erros da minha vida foram assim, grandes professores. Mas não posso dizer que aprendi com todos os erros. Com alguns, sou teimoso", disse o Papa, sorridente. Questionado sobre seus anseios, Francisco contou ter medo "apenas de si mesmo". "'Não tenham medo', Jesus repetiu várias vezes no Evangelho, porque ele sabe que o medo é uma coisa normal", argumentou. A iniciativa de entrevistar o Papa faz parte do projeto de comunicação "Verse Vis", da pastoral jovem de Flandres, na Bélgica. Ao todo, 15 jovens de dialeto flamenco trabalharam na realização do projeto e cinco deles foram recebidos pelo Papa no Palácio Apostólico. Os jovens fizeram perguntas em inglês ao Pontífice, que teve "o dever de responder às inquietações". O vídeo, intitulado "Habemus Papam", tem duração de 30 minutos. http://www.papafrancesconewsapp.com/por/ (ANSA) 

terça-feira, 1 de abril de 2014

CCJ pode votar proposta de plebiscito sobre federalização da educação básica

A decisão sobre a federalização da educação básica poderá ser submetida a voto popular por meio de um plebiscito. É o que prevê o Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 460/2013, que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) pode analisar em reunião marcada para quarta-feira (12), às 10h. A proposta, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), estava na pauta da reunião do último dia 26, mas houve um pedido de vista coletivo. É a seguinte a pergunta proposta para o plebiscito: a educação básica pública e gratuita deve passar a ser da responsabilidade do governo federal? Esse questionamento poderá ser feito ao eleitorado brasileiro simultaneamente ao primeiro turno das eleições de 2014. A iniciativa é vista com simpatia pelo relator, senador Pedro Taques (PDT-MT), que defende sua aprovação. "A presente proposta é positiva e corajosa, pois permite que os cidadãos opinem diretamente sobre tema tão relevante e que impacta diretamente a vida de todos os brasileiros", avaliou Taques. Por sua vez, Cristovam acredita que a federalização da educação básica vai levar o Brasil "a dar o salto para o mundo do conhecimento". Também deverá permitir, conforme acrescentou na justificativa do projeto, a resolução de problemas centrais atribuídos à educação básica, como ineficiência, péssima qualidade e distorções em seu acesso. Se a proposta for aprovada, o presidente do Congresso Nacional deverá informar o fato ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Caberá ao TSE orientar a realização do plebiscito e garantir a veiculação gratuita nos meios de comunicação das campanhas de partidos e de frentes suprapartidárias civis reunidas em torno da matéria. A pauta da CCJ também traz projeto que prevê que o bloqueto bancário poderá ser pago em qualquer agência bancária, inclusive após a data do seu vencimento (PLS 138/2009), e proposta que disciplina a mudança de domicílio eleitoral para prefeito e vice-prefeito (PEC 38/2007).
(SENADO, 07/03/2014) 

quarta-feira, 26 de março de 2014

Professores que participaram de Greve Nacional terão dias parados abonados

Em assembleia geral, realizada nesta quarta-feira (26), trabalhadores em educação aprovaram pauta com pontos negociados junto ao governo estadual.

Em assembleia realizada nesta quarta-feira (26), os trabalhadores em educação de Pernambuco aprovaram a pauta de negociação, que aponta entre outras questões a elevação da diferença entre os vencimentos dos professores com nível médio e os com nível superior. Atualmente, essa diferença é de 5% e vai chegar a 12% até dezembro deste ano, de acordo com a aprovação.
A pauta que abrange oito pontos é o resultado de uma reunião realizada pela comissão formada por representantes do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco, membros da categoria e o governo do estado. O encontro ocorreu na última segunda-feira (24), na sede da Secretaria Estadual de Administração, no Recife.
No tocante a diferenciação entre professores com magistério e de licenciatura plena, o governo pretende reajustar o salário dos docentes em 4% em outubro e mais 3% em dezembro. Com isso, o reajuste anual dos professores com nível superior passou de 8,32% (previsto com a aplicação do Piso Nacional) para 15,54%.
Ainda em relação aos reajustes salarias, a assembleia aprovou um aumento de 10%, a partir de junho deste ano, para técnicos educacionais e psicólogos escolares. Já os auxiliares e assistentes administrativos educacionais vão receber 7% a mais no salário, também a partir de junho de 2014.
Durante a assembleia geral, ficou acordado que os professores que participaram da Greve Nacional da Educação, realizada entre os dias 17 e 19 de março, terão os dias parados abonados. As aulas serão repostas e os trabalhadores que constatarem que houve desconto nos contracheques, podem procurar o setor jurídico do Sintepe, que tomará as providências cabíveis. 
De acordo com a pauta aprovada no encontro, a nomenclatura Técnico Educacional será substituída por Analista Educacional. Inicialmente, a mudança não prevê reajuste no salário, contudo, o Sintepe espera nas próximas reuniões com o governo cobrar uma isonomia salarial dos analistas da Educação com analistas de outras categorias do serviço público.

Além disso, a Secretaria de Administração se comprometeu a cumprir os seguintes pontos:

- incorporar a gratificação dos técnicos na aposentadoria, com a trava de 5 anos, a secretaria enviará um ofício à FUNAPE prevendo as instruções necessárias para a implantação imediata do pleito;
- aplicar o Piso do Magistério definido pelo Governo Federal, com efeitos retroativos a janeiro de 2015, sem alterações na estrutura das grades de vencimento-base da carreira; 
- formar um grupo de trabalho para discutir a atualização da grade de vencimentos dos auxiliares e assistentes, além da síntese de atribuições dos técnicos educacionais. A discussão deve ser encerrada, invariavelmente, até o dia 31 de agosto de 2014. Além disso, o estudo relativo à rede estadual de ensino será objeto de discussão deste grupo.
Sobre o pagamento de processos atrasados no âmbito da educação, a Secretaria de Administração disponibilizará o montante total de R$ 3 mi, distribuídos em parcelas de R$ 1 mi, entre os meses de agosto, setembro e outubro de 2014. 

Sintepe  


quarta-feira, 19 de março de 2014

"Esse governo mentiroso precisa ser desmascarado", sublinhou Araújo

Mesmo o secretário de educação anunciando desconto salarial, os trabalhadores em educação realizaram um ato no centro do Recife na tarde desta terça-feira (18), para chamar atenção da sociedade para a forma como a educação está sendo tratada por este governo estadual. A atividade fez parte do calendário da paralisação nacional que termina nesta quarta-feira (19), com um saldo de 80% da adesão das escolas regulares e 54% das escolas em tempo integral. Educadores informaram à população através de panfletos e de recados dados no microfone, a situação real vivenciada nas unidades escolares. Problemas relacionados ao salário, às estruturas das escolas e a pressão vivida pela categoria diariamente, para o cumprimento de metas estabelecidas pelo governo levam os indignados às ruas como um alerta para a população. O presidente do Sintepe, Heleno Araújo bradou "O Governo do Estado nega o direito dos 200 dias letivos. O governo está enganando a população porque somos professores e não estamos em sala de aula, estamos em greve. Esse governo mentiroso precisa ser desmascarado". A situação concreta das unidades escolares foi apresentada ontem, na coletiva de imprensa, baseada numa pesquisa realizada pelo Sintepe e você pode ter acesso clicando aqui. Além das queixas constantes dos professores, a técnica educacional, Adriana Figueirêdo que a situação para eles também está complicada.  "Não temos um plano de cargos e carreira definido e por isso, jogam todo tipo de trabalho para gente", afirmou. Quanto a política do governo estadual, Figueirêdo é incisiva ao defini-la como autoritária e que remonta ao coronelismo. Segundo ela, Eduardo vende imagem do gestor arrojado, mas se vale de práticas autoritárias. No primeiro dia de paralisação, as atividades aconteceram nos municipais e hoje (18), nas regionais. Amanhã (19), a atividade acontece em Brasília, com representantes de Pernambuco em uma grande Marcha Nacional em defesa da educação pública.
Sintepe