sábado, 2 de fevereiro de 2013

Revisão de estudos aponta mitos da obesidade


Um artigo publicado no "New England Journal of Medicine" que elenca mitos e fatos sobre obesidade e emagrecimento está causando controvérsia nos EUA.
David Allison, diretor do centro de pesquisas de nutrição e obesidade da Universidade do Alabama, e colegas apresentam uma lista com sete mitos, seis pressupostos não comprovados e nove fatos sobre a obesidade.
Editoria de Arte/Folhapress
Entre os mitos e conceitos não provados estão as ideias de que aulas de educação física têm efeito no emagrecimento de crianças obesas, de que amamentação evita o problema e que os obesos devem evitar dietas radicais.
Entre os fatos está o poder de remédios emagrecedores, cirurgias bariátricas e de programas que oferecem refeições prontas ou substitutos na perda de peso.
Os especialistas em obesidade aplaudiram esse esforço de desfazer confusões em torno da obesidade. Para eles, essa área vem se tornando um atoleiro.
O pesquisador de obesidade Jeffrey Friedman, da Universidade Rockefeller, disse: "A meu ver, há mais desinformação fazendo-se passar por verdade neste campo que em qualquer outro".
Mas pesquisadores independentes dizem que, apesar de apontarem informações válidas, os autores têm ligações financeiras com empresas de alimentos, bebidas e fabricantes de produtos para emagrecer.
A lista de declaração de conflito de interesses ocupa quase meia página do artigo.
"Isso levanta dúvidas sobre o propósito do artigo e se ele mira a promoção de medicamentos, produtos que substituem refeições e cirurgias bariátricas como a solução", afirmou Marion Nestle, professora da Universidade de Nova York.
"A grande questão na perda de peso é como você muda o ambiente ligado à comida para que as pessoas façam escolhas saudáveis."
MÉTODO
David Allison queria saber o que já está comprovado em relação à obesidade.
Uma ideia tida como verdadeira, por exemplo, é que as pessoas que tomam café da manhã são mais magras.
Editoria de Arte/Folhapress
Mas essa noção é baseada em estudos feitos com pessoas que já tomavam café da manhã. Dois estudos que separaram as pessoas em grupos e avaliaram o impacto de comer ou não de manhã não mostraram o efeito emagrecedor da primeira refeição.
Portanto, indaga Allison, por que os pesquisadores continuam fazendo estudos que se limitam a relacionar magreza e café da manhã?
"Todo esse tempo e esforço são desperdiçados."
Outro problema com as pesquisas sobre obesidade é que elas tendem a assumir como verdadeira a opção que parece ser mais razoável.
Um exemplo disso é a ideia de que as pessoas que seguem programas de emagrecimento se saem melhor quando definem metas conservadoras em vez de tentar perder um percentual grande do peso corporal.
Mas, quando ele examinou os estudos sobre emagrecimento, não achou nenhum vínculo consistente entre o grau de ambição da meta e quanto peso foi perdido, nem por quanto tempo a perda de peso tinha sido mantida.
Para Allison, cabe aos cientistas mudar seus hábitos. "Precisamos fazer estudos rigorosos", afirmou.
"Eu nunca disse que temos que aguardar até termos o conhecimento perfeito", ele concluiu. Mas, nas palavras de John Lennon, "me dê alguma verdade". 

DO "NEW YORK TIMES"
Tradução CLARA ALLAIN 

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Balança comercial tem deficit de US$ 4 bi, pior resultado em 20 anos


A balança comercial brasileira apresentou deficit recorde em janeiro, de US$ 4,035 bilhões. Trata-se do pior resultado já registrado num único mês considerando a série histórica iniciada em 1993.
O saldo negativo da balança, que mostra a diferença entre as importações e as exportações brasileiras no período, é três vezes maior que o apurado no mesmo período do ano passado, quando o deficit foi de US$ 1,292 bilhões.
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (1) pelo Ministério do Desenvolvimento.
O deficit histórico foi impulsionado pelo aumento significativo das importações que, no período, alcançaram US$ 20 bilhões, alta de 14,6% frente a janeiro de 2012. Por outro lado, as exportações apresentaram queda 1,1% para US$ 15,968.
Matéria da Folha do dia 22 de janeiro mostrou que a balança comercial caminhava para o pior resultado mensal da história. Nos 20 primeiros dias de janeiro, o deficit já atingia US$ 2,7 bilhões.
O FATOR PETROBRAS
Segundo o governo, o principal fator para a alta expressiva das importações no período deve-se ao atraso no registro de compras feitas pela Petrobras no ano passado e que só agora começaram a aparecer nos cálculos da balança.
A demora ocorreu por conta de uma mudança nas regras da Receita Federal, que estipulou um prazo maior para a declaração das operações de importação.
Isso fez com que, apenas em janeiro, houvesse um acréscimo de US$ 1,6 bilhão no volume total de importações do país. O montante refere-se a compras realizadas pela estatal no terceiro trimestre de 2012.
Segundo o ministério, há ainda US$ 2,9 bilhões de "estoque" de operações da Petrobras a serem contabilizadas. Elas aparecerão nos cálculos da balança em fevereiro e março.
Segundo a secretária de comércio exterior, Tatiana Prazeres, por conta disso, é possível que o saldo da balança volte a ficar no vermelho nos próximos meses.
Para ela, o deficit registrado em janeiro é "expressivo" em termos absolutos, mas é preciso comparar seu peso a outros resultados negativos já registrados.
"O comércio internacional do país cresceu muito nos últimos anos. Este deficit é equivalente a um quarto do que exportamos no período. O segundo maior deficit [de dezembro de 1996] representou metade das exportações do país naquele mês", afirmou.
IMPORTAÇÕES
As importações de combustíveis e lubrificantes tiveram alta de 55,7% frente ao janeiro de 2012 na média diária. Em seguida, vieram os bens de capital (14,6%) e os bens intermediários (7,9%). As importações da categoria de bens de consumo foram as únicas que apresentaram retração, de 2,1%.
Em janeiro, foram importados US$ 4 bilhões de reais em combustíveis e lubrificantes, frente a US$ 2,6 bilhões em dezembro e em janeiro do ano passado.
EXPORTAÇÕES
A queda exportações no período foi conseqüência principalmente da redução do volume de vendas de produtos básicos, que caíram 5,9% na média diária. Dentre eles, destacam-se petróleo bruto (- 69,5%), algodão em bruto (-46,7%), motores para veículos (-49,7%) e minério de ferro (-27%).
As vendas de semimanufaturados apresentaram aumento de 6,6% em relação a janeiro de 2012, impulsionados pelo comércio de ferro fundido (65%), açúcar (45%) e alumínio (33%).
BALANÇA EM 2012
No ano passado, o superávit da balança comercial, de US$ 19,4 bilhões, foi o mais baixo desde 2002.
Frente a 2011 a queda registrada foi de 34,8%, pela média diária --quando o superavit registrou recorde, ficando em US$ 29,7 bilhões.
O resultado da balança comercial vinha se mantendo positivo, sempre acima dos US$ 20 bilhões, desde 2002 quando o superávit foi de US$ 13,195 bilhões.
As exportações somaram US$ 242,6 bilhões, queda de 5,3% frente a 2011. Até setembro, o governo trabalhava com uma meta de US$ 264 bilhões. Antevendo que o resultado não seria cumprido, resolveu abandoná-la.
As importações, por sua vez, caíram 1,4% de 2011 para 2012.
Segundo o governo, a queda nas exportações foi consequência da crise mundial, da retração de mercados importantes e a multiplicação de barreiras comercias no mundo.

RENATA AGOSTINI

Com 56 votos, Renan Calheiros é eleito presidente do Senado


Denunciado pela Procuradoria-Geral da República por três crimes, Renan Calheiros (PMDB-AL) é o novo presidente do Senado. Foi eleito na manhã desta sexta-feira (1º) em votação secreta por seus pares, com 56 votos.
O outro candidato foi o senador Pedro Taques (PDT-MT), que recebeu 18 votos. Dois senadores votaram em branco e outros dois, nulo.
Taques havia recebido apoio público de bancadas de oposição como a do PSDB e a do DEM, e da governista do PSB. Mas as promessas de manutenção de cargos na Mesa Diretora falaram mais alto.
Os crimes que o Ministério Público Federal atribui a Renan levaram ele a renunciar à presidência do Senado, cargo que ocupava desde 2005, em 2007.
Senadores de oposição criticaram a manutenção da candidatura de Renan, mas já consideravam sua eleição uma inevitabilidade.
Como disse Álvaro Dias (PSDB-PR), não havia fatos novos para o "público interno" governo e Senado.
Em entrevista ontem à Folha, Renan disse estar confortável em assumir a presidência do Senado mesmo sob suspeita, por considerar que a ação da procuradoria era motivada politicamente.
A denúncia do procurador-geral, Roberto Gurgel, ocorreu na semana passada, e hoje cedo a revista "Época" divulgou o teor da acusação: falsidade ideológica, uso de documentos falsos e peculato.
O senador é acusado de pagar despesas pessoais com dinheiro de Cláudio Gontijo, que trabalha para a empreiteira Mendes Júnior.
Para justificar que tinha renda para fazer os pagamentos, Renan apresentou documentos e afirmou que tinha ganhos com a venda de gado. O senador pagava uma pensão mensal à jornalista Mônica Veloso, com quem tem uma filha fora do casamento.
A denúncia também aponta o peculato decorrente do desvio da verba indenizatória do Senado. Renan, diz a procuradoria, desviou recursos da Casa para uma locadora de carros que pertence a um laranja do senador.
SILÊNCIO
Em seu discurso antes da votação, Taques disse que a eleição de Renan acontece em meio ao "silêncio dos covardes". A declaração foi dada ao final de sua fala, quando houve um momento de breve silêncio.
"Eu peço o voto de cada senador. Peço silêncio aos senhores. Ouçam esse silêncio. Esse silêncio é o silêncio do covarde. É o silêncio de quem tem medo. Sintam esse silêncio. Esse é o silêncio de quem aceita, de quem não resiste. Expresso a vossa excelência, senador Renan Calheiros, meus respeitos pessoais", afirmou o senador.
Já Renan, em seu discurso como candidato, deu um recado aos chamados "independentes" ao dizer que a ética é uma "obrigação de todos nós".
"A ética não é objetivo em si mesmo. O objetivo em si mesmo é o Brasil, o interesse nacional. A ética é meio, não é fim. É obrigação de todos nós, responsabilidade de todos nós e dever desse Senado Federal", afirmou. Em sua fala, Renan evitou comentar a denúncia da procuradoria.

GABRIELA GUERREIRO
ANDREZA MATAIS
ERICH DECAT

domingo, 27 de janeiro de 2013

Momento crítico

É bom, os governantes que se elegeram agora em 2012 e assumiram o mandato em janeiro/2013, respeitarem as Leis Vigentes, com também, a Constituição Federal, e não pensarem por que foram eleitos pelo povo podem e devem, fazer tudo que quiserem; a partir do momento que começa um processo de desobediência civil bancado por esses eleitos e mais um sistema combalido onde as instituições estão frágeis com tanta corrupção, é preocupante, pois, as forças que estão nas sombras poderão voltar a qualquer momento, pra confirmar e sustentar, o seu processo de anarquia e destruição do estado democrático.

Cabe aos poderes constituídos: Executivo, Legislativo e Judiciário, estarem atentos a esses problemas, para não destruir o que foi conquistado com tanta luta e desparecimento de muitas pessoas; fico preocupado quando vejo pessoas sem nenhum preparo assumir posições dentro dos governos, só com um único propósito de machucar e destruir, os interesses da classe trabalhadora deste nosso país. Tá na hora dos órgãos institucionais que coordenam e controlam o sistema político e executivo nacional começarem a darem um basta nesta situação, pois, a massa trabalhadora nacional, já está envolvida num processo de irritação e perdas de seus direitos adquiridos serem a todo tempo destruídos e eliminados, em nome de uma modernização global, que só interessa ao capital vigente neste momento.

A Constituição Federal sendo desrespeitada a todo instante, por setores que só querem explorar a massa trabalhadora e produtiva do brasil, uma política econômica, cultural e social, voltada apenas para aqueles que tem dinheiro, e os trabalhadores e excluídos, cada vez mais sendo sugados por esse tipo de interesse, que só leva ao desmantelamento do estado de direito do brasil. Por isso, nós trabalhadores e setores interessados no bem-estar, autoestima e democratização do país, fiquem em alerta, para o que estamos vendo neste momento, poucos e alguns tomam conta das instituições democráticas, como se estivessem gerenciando o quintal de suas casas. É perigoso essa forma de gerenciar, pois, causa levantes, situações de risco e revoltas generalizadas, portanto, senhoras e senhores, é bom ficarmos atentos para o momento atual brasileiro por que a situação requer um olhar de preocupação e desesperança.

E aos políticos e governantes, prestem atenção, pois, a cada dia que passa vocês estão pregando a política da desobediência civil, o desrespeito as leis e a desordem institucional da constituição brasileira, isso é muito perigoso para nós brasileiros.

Venâncio Izidro de Oliveira

Nota de pesar sobre a tragédia em Santa Maria


A CNTE lamenta profundamente a tragédia ocorrida na madrugada deste domingo, em Santa Maria, no Rio Grande Do Sul. Até o momento, informações oficiais do Batalhão de Operações Espeicias já confirmam a morte de 245 pessoas. Pelo menos outras 45 pessoas estão internadas. A tragédia aconteceu na Boate Kiss e o incêndio teria começado após o uso de sinalizadores no palco. É a maior tragédia da história do RS e uma das maiores do Brasil. 
Santa Maria é conhecida como uma cidade universitária e reúne grande quantidade de estudantes e profissionais da educação. A CNTE deseja que todas as famílias encontrem conforto neste momento. A presidenta Dilma Rousseff, que estava em viagem ao Chile, se emocionou ao falar do acontecimento, antecipou sua volta ao país e colocou o Governo Federal à disposição para ajudar no que for preciso. 
Segundo o jornal Diário de Santa Maria, quem deseja doar sangue pode se dirigir para a Av. Pres. Vargas, 2291, no Hospital de Caridade. A prefeitura da cidade está convocando psicólogos, enfermeiros e demais profissionais da área de saúde para atuarem como voluntários no apoio às famílias das vítimas, que estão no Centro Desportivo Municipal (CDM). A orientação é para irem ao CDM, na Rua Appel, 795, e se apresentarem no portão principal, levando carteira de identificação profissional. 

CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação

Dez anos de teimosia!


O nosso jornal está completando – dia 25 de janeiro – dez anos de atividades ininterruptas. Todas as semanas, disciplinadamente, sem nenhuma falha, o jornal foi para as bancas, para os nossos assinantes, para os cursos de formação e disponibilizado em nossa página na internet.
Sobreviver dez anos, como imprensa popular, comprometida com a classe trabalhadora e a visão de esquerda da luta de classes, é, sem dúvida, uma vitória. Um feito fantástico em qualquer país do mundo, ainda mais em tempos de neoliberalismo, hegemonia do capital financeiro e internacional, refluxo do movimento de massas e derrota ideológica das diversas correntes de esquerda na década de 1990.
Sobreviver, aqui no Brasil, é um feito ainda maior. A sociedade brasileira está fundada em graves injustiças histórico-estruturais, que determinam sua condição de desigualdade social e econômica, injustiças sociais, pobreza material e cultural, violência social, ausência de direitos públicos e uma democracia burguesa capenga e hipócrita, que nega os principais direitos humanos e oportunidades à imensa maioria dos seus cidadãos.
Esses problemas estruturais se caracterizam pela concentração da propriedade da terra e dos bens da natureza (minérios, florestas, água, energia). Concentração da riqueza acumulada por uma minoria ao longo de 500 anos. Concentração da renda, pelas graves distorções que ainda temos ao distribuir a produção entre trabalho e capital. Concentração do patrimônio das cidades, em que uma minoria controla os melhores edifícios, condomínios, o transporte público e os espaços da cidade. Ou seja, negam o direito da ampla maioria da população ter moradia digna e conviver democraticamente na cidade.
A educação como um direito fundamental ao conhecimento, se universalizou no ensino fundamental, mas mantém 14 milhões de adultos analfabetos. E abre as portas da universidade para apenas 10% de nossa juventude.
Nossos empregos têm aumentado, porém cada vez mais precarizados nos direitos trabalhistas. Nos envergonha sermos o país de maior número de empregados domésticos, sendo que 80% deles não têm direitos sociais e previdenciários.
A democracia é capenga e se resume ao direito do povo votar. E o Estado todo poderoso continua sendo “pai e mãe” dos ricos, que o utilizam para manter privilégios e acessar recursos públicos na sua acumulação de riqueza, que destina todo ano quase 30% de toda arrecadação pública para pagamento de juros aos banqueiros. E, entre essas mazelas, a concentração da propriedade e do direito a comunicação de massa por apenas sete grupos econômicos, transformou a mídia brasileira num verdadeiro partido de dominação ideológica burguesa na sociedade. Alem de fonte de acumulação de capital.
Foi nessas circunstâncias que o Brasil de Fato sobreviveu dez anos. Um feito heróico, que somente foi possível porque ao longo desses anos conseguimos manter uma linha editorial fiel à classe trabalhadora, sem cair no adesismo governamental ou no sectarismo esquerdista, do estilo “todos estão errados, menos nós”!
Sobrevivemos graças à fidelidade aos movimentos sociais, populares e sindicais, que lhe deram sustentação política, organizacional e que o utilizaram como instrumento de luta ideológica.
Sobrevivemos graças aos milhares de militantes sociais esparramados pelo país, que de forma voluntaria, aqui e acolá, o carregam e o utilizam.
Sobrevivemos graças a um coletivo de profissionais do jornalismo, em várias áreas, que de forma militante, abnegada, sacrificada, colocou seu trabalho e sua sabedoria a serviço dos trabalhadores, enfrentando todo tipo de dificuldades.
Enfim, tivemos muitos problemas e muitas pequenas vitórias. Mas a maior delas é ter sobrevivido, por dez anos.

Nossos desafios
Até agora resistimos teimosamente. Porém estamos longe de nosso sonho, de atuar de maneira mais incisiva na formação da classe trabalhadora e na luta ideológica da sociedade brasileira. Sonhávamos com tiragens massivas semanais, disputar nas bancas e até transformar-se em diário. Não conseguimos. Fomos boicotados de todas as formas. Enfrentamos a luta de classes na prática, com boicote de distribuição, de publicidade e de difusão. Mas sofremos, sobretudo, pelo longo período histórico de apatia das massas e do refluxo das mobilizações populares, que poderiam ter retomado com as vitórias eleitorais antineoliberais. Nos enganamos! Ainda estamos longe do reascenso.
Procuramos fazer edições especiais, massivas, temáticas ou em disputas políticas contundentes. E nisso chegamos a ter edições de mais de um milhão de exemplares, que é um feito para qualquer veiculo de comunicação impresso.
Mas não podemos “chorar o leite derramado”, como se diz no interior. Precisamos redobrar os esforços, aglutinar mais energias e pensar o jornal para os próximos dez anos. Em dezembro passado realizamos uma reunião de balanço, com todas as forças populares que sustentam o jornal. Decidimos fazer vários ajustes. Entre eles, articular mais as nossas energias entre o jornal impresso semanal, a página na internet e a RadioagênciaNP, que passa a se chamar Radioagência Brasil de Fato. Devemos impulsionar de forma mais sistemática o boletim semanal de notícias, enviado pela internet para mais de cem mil pessoas, a maioria militantes e formadores de opinião. Também precisamos ter mais correspondentes nos estados e mais colados às necessidades comunicacionais dos movimentos sociais.
Planejamos também dar um salto de qualidade, com um novo projeto gráfico a partir de março, com o formato de tabloide germânico. Também vamos construir coletivamente, com todas as forças populares que se interessarem, edição regional do Brasil de Fato, massiva, semanal, em formato tabloide, para ser distribuído gratuitamente nos centros de aglomeração de trabalhadores, como metrô, central de ônibus, trens e nas aglomerações da juventude trabalhadora das grandes cidades. Esperamos que esse projeto se concretize ainda neste primeiro semestre em algumas capitais brasileiras.
Temos certeza que, apesar de todas as dificuldades, poderemos superá-las, avançar para que os meios de comunicação articulados ao redor do Brasil de Fato tenham vida longa, e possamos comemorar no futuro, vinte, trinta anos de atividades.
Um grande abraço a cada um e a todos e todas que nesses dez anos, se envolveram de alguma forma, com o projeto. Ele somente foi possível, graças à teimosia de vocês.
Longa vida ao Brasil de Fato

Editorial de comemoração dos 10 anos do Brasil de Fato destaca importância da batalha de ideias

Escrito por: Brasil de Fato  


quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Professor com 200 horas terá 35% de aula atividade


O artigo 14 do Diário Oficial de Pernambuco do dia 22 de janeiro trata das horas-aula atividade. As aulas corresponderão a 35% da carga horária mensal para os professores com 200 horas-aula e a 33,3% da carga horária mensal para os professores com 150.
A reivindicação do sindicato era que as aulas atividade correspondessem a 50%, sem discutir com a categoria, a publicação no edital traz o percentual na casa dos 30%. Um parágrafo da publicação no Diário Oficial traz uma informação contestada pelo Sintepe, segundo o diretor, Paulo Rocha, "Como é que o governo obriga os professores que têm 200 e 150 horas aula respectivamente a destinarem 30 e 20 para formação continuada? Isso reflete o não diálogo com os trabalhadores em educação".  
Alguns pontos publicados no Diário Oficial de Pernambuco podem ser lidos abaixo. 
Da organização do início do ano letivo 2013 
O Diário Oficial do Estado de Pernambuco trata ainda de outros assuntos como: no artigo primeiro, que é de responsabilidade das unidades de trabalho que compõem a Sede da Secretaria de Educação, das Gerências Regionais de Educação e das Unidades Escolares a elas jurisdicionadas, subsidiariamente, a organização do início do ano letivo 2013 e o acompanhamento das ações desenvolvidas para o atendimento da comunidade escolar dentro dos padrões de qualidade social proposto pelo Governo do Estado de Pernambuco.
Da Infraestrutura das Unidades Escolares

Art. 2º É de responsabilidade da Secretaria Executiva de Gestão da Rede - SEGE, da Gerência Regional de Educação - GRE e das unidades escolares assegurar o Padrão Básico de funcionamento com vista à organização, limpeza e manutenção dos ambientes.
Do Total de Turmas e Estudantes por Escola
Art. 3º Cabe ao Gerente da Gerência da Regional de Educação e ao Chefe da Unidade de Gestão de rede acompanhar o quantitativo de turmas existentes ou criadas nas escolas estaduais, inclusive nos anexos e extensões, para assegurar um quantitativo equivalente ao número de estudantes exigidos por turma e etapa/modalidade, conforme Instrução Normativa de Cadastro escolar e Matrícula nº 07/212
Art. 4º A equipe gestora da unidade escolar deverá encerrar as atividades do ano letivo  2012 e iniciar o ano letivo 2013 no SIEPE.
Art. 5º A Gerência Regional de Educação deverá reorganizar e confirmar as turmas existentes no ano anterior que migraram, bem como criar novas turmas, caso necessário, no SIEPE, até o dia 23.01.2013.
Parágrafo único - Durante o processo de organização e criação das turmas, a Gerência Regional de Educação deverá comunicar aos diretores das unidades escolares que iniciem o processo de enturmação, o qual deverá ser concluído, impreterivelmente até o dia 25.01.2013.
Art. 6º - O Chefe da Unidade de Gestão deverá até o dia 31.01.2013, confirmar no Sistema de Informações Educacionais de Pernambuco - SIEPE, o total de turmas e estudantes enturmados por escola, caracterizando o início do processo para a migração dados SIEPE/Censo Escolar.
Do Total de Professores por Escola
Art. 7º A Gerência Regional de Educação deverá constituir comissão composta por cinco representantes, sendo um da Unidade de Desenvolvimento do Ensino - UDE, dois da Unidade de Gestão de Rede - UGR e dois da Célula de Desenvolvimento de Pessoas - CDP, para indicar a necessidade de professores por escola conforme anexo.
Art. 14 - As horas-aula atividade corresponderão a 35% da carga horária mensal para os professores com 200 horas-aula e a 33,3% da carga horária mensal para os professores com 150 horas aula, cabendo à Equipe de Gestão e/ou Pedagógica da Escola a responsabilidade, em conjunto com o professor, de programar, acompanhar e registrar as atividades desenvolvidas, de acordo com o art. 16, parágrafo 4º, art. 17 e art. 44 do estatuto do Magistério.
Primeiro parágrafo - Do total das horas-aula atividade, serão destinadas à formação continuada, 30 e 20 horas -aula para os professores com carga horária mensal de 200 e 150 horas-aula, respectivamente. 
Escrito por Anna Maria Salustiano