segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Pior escola do Enem diz que falta de professores e 'ressaca' justificam resultado


"Eu chorei, a diretora chorou, todo mundo chorou", assim Carina Gomes dos Santos, 16, descreveu a reação dos alunos e professores do Colégio Aquiles Lisboa, em São Domingos do Azeitão (MA), que obteve a pior nota no Enem 2011.
A diretora do colégio, Leia Barbosa da Silva, atribui o mau desempenho à realidade socioeconômica local, ao descaso do Estado em relação à educação e à ressaca dos alunos no dia do exame.
Entre os alunos, poucos têm condição de fazer um curso superior. Não há faculdade na cidade, e a opção mais próxima é um centro da Universidade Estadual do Maranhão que fica a 180 km da cidade.
Além do perfil dos estudantes, problemas de falta de professores contribuíram para o resultado no Enem. A diretora diz que, no ano passado, os alunos permaneceram sem professor de química, filosofia e sociologia até junho. Neste ano, quatro dos professores concursados estão dando aulas em disciplinas nas quais não são formados. Destes, três vêm de outras cidades para lecionar.
De acordo com a diretora, os alunos que prestaram o exame no ano passado não estavam em condições de fazer a prova. Ela conta que eles viajaram a São João dos Patos, a 140 km da cidade, para fazer o Enem e lá participaram de uma festa com música e bebida alcoólica.
Leonardo Dina da Silva, 19, um dos alunos que prestou o Enem no ano passado, confirmou: "A maioria nem compareceu para a prova no primeiro dia porque estava de ressaca", lembra.
"Estamos tristes porque essa nota não representa a realidade da nossa escola", afirma a diretora, que diz que o colégio é um dos mais organizadas do Estado, com biblioteca, laboratório de ciências e até ar condicionado.
Em nota, a Secretaria de Educação do Maranhão informou que vem realizando investimentos para alavancar os índices educacionais do Estado. 

DANIELA ARAI

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Por que a docência não atrai


Baixos salários, desvalorização social e más condições de trabalho. De acordo com os resultados do estudo da Fundação Victor Civita, esse conjunto de fatores afasta a maioria dos alunos que em aglum momento chegou a pensar em se tornar professor
Sim, o professor é fundamental para a sociedade e exerce um trabalho importante, nobre, gratificante e de muita responsabilidade. Mas, não, obrigado, não queremos ir para a sala de aula. É isso que diz a maior parte dos jovens brasileiros hoje. O trabalho é mal remunerado e o docente é confrontado pelos alunos, esquecido pelo governo e desvalorizado pela sociedade. Na pesquisa da Fundação Victor Civita (FVC) e da Fundação Carlos Chagas (FCC), apenas 2% dos estudantes do terceiro ano apontaram a Pedagogia ou algum tipo de Licenciatura como primeira opção de carreira.
Esse resultado bate com o panorama dos maiores vestibulares do país. De acordo com o Censo da Educação Superior de 2009, Pedagogia, Licenciaturas e outros cursos ligados à formação de professores têm uma relação candidato/vaga bastante desfavorável (como mostra o gráfico abaixo). O maior vestibular do país, promovido pela Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest), oferece 109 opções de cursos. E a graduação em Pedagogia no campus de São Paulo está na 90ª posição - no de Ribeirão Preto, é ainda pior: 92ª. Licenciaturas e disciplinas da Educação Básica são ainda menos procuradas pelos jovens (confira o ranking abaixo).
O estudo da FVC/FCC revela outro dado interessante. Os pesquisadores perguntaram aos 1.501 alunos entrevistados na parte quantitativa da análise se em algum momento do processo de escolha profissional eles haviam cogitado trabalhar como professor - e 32% responderam que sim. Porém quase todos logo descartaram a ideia. A questão voltou a ser abordada nos grupos de discussão, gerando reações que iam da surpresa ao riso. Como explica Ivan*, que estuda numa escola particular em Campo Grande: "Já pensei em ser professor, só que desisti rápido. Não tenho essa vocação, essa habilidade". Nas palavras de Carlos*, aluno da rede pública de Fortaleza, "já imaginei me tornar professor de Inglês, mas foi só por um momento".
Prestou, passou
Na média das universidades brasileiras e no maior vestibular do país, a relação candidato/vaga dos cursos de Pedagogia e Licenciaturas é uma das mais baixas. 
* Ao longo deste especial, os nomes dos alunos ouvidos pela pesquisa foram trocados para preservar a confidencialidade do estudo. Os jovens que aparecem nos depoimentos em destaque são identificados normalmente, pois foram entrevistados pela equipe de NOVA ESCOLA.
Baixa remuneração não atrai jovens das classes mais altas
Investigar as razões para essa desistência em massa ajuda a compor o painel da baixa atratividade da carreira docente (o gráfico abaixo mostra os fatores que mais afastam os jovens). Analisando os aspectos negativos da profissão, 40% apontaram a baixa remuneração. Outros fatores são o desgaste da profissão e os salários ruins. Ainda mais no atual contexto de ampliação do mercado de trabalho, com novas graduaçõespipocando a cada ano nas universidades. "A alta expectativa em adquirir bens, motivada pela sociedade de consumo e pelo apelo das novas tecnologias, faz com que a questão salarial tenha grande peso na hora de escolher a carreira", afirma Patrícia Cristina Albieri de Almeida, pesquisadora da FCC e uma das coordenadoras do estudo. "Além disso, os estudantes levam em conta a possibilidade de a profissão dar condições mínimas para sustentar o padrão de vida conquistado pelos pais. No caso das classes mais abastadas, a docência não cumpre esse requisito."
Um segundo grupo de motivos para não considerar a docência como uma possível carreira tem a ver com a falta de identificação pessoal ou profissional, apontada por 32% dos que chegaram a pensar em ser professor. Nas palavras dos jovens, essa é uma profissão que exige "vocação", "dom", "amor" - ou seja, as questões técnicas do trabalho estão extremamente desvalorizadas. "Um professor tem que ter o dom, tem que ser uma pessoa iluminada para poder ensinar", opina Ana*, de uma escola particular de Curitiba. Sua colega Roberta* concorda: "O essencial é ter vocação e muita paciência para lidar com as pessoas".
Penso, logo desisto
Cerca de um terço dos entrevistados cogitou a ideia da docência, mas acabou se afastando pelos fatores negativos ligados à carreira.

Vista como sacerdócio, carreira não exige retorno financeiro
"Ao enxergar a docência como um sacerdócio, os jovens de certa forma reforçam o sentimento de que o professor não tem sequer o direito de exigir uma compensação financeira por seu trabalho, devendo simplesmente amar o que faz", avalia Patrícia. Nos grupos de discussão realizados em escolas particulares, alguns estudantes chegaram a mencionar que poderiam atuar em sala de aula como um hobby ou uma ação humanitária paralelos à profissão "oficial". Para os especialistas, essa concepção equivocada é até justificável. "No dia a dia da sala de aula, o aluno vê as dificuldades do professor e, como o considera tão desvalorizado, só justifica essa opção por atuar na escola como um dom", argumenta Ângela Imaculada Loureiro de Freitas Dalben, professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
O cotidiano escolar é apontado diretamente como uma fonte de desistência num terceiro grupo de respostas, que inclui o desrespeito e o desinteresse dos alunos e as más condições de trabalho. Vários jovens afirmam que não se sentem atraídos pela docência pelo que presenciam nas próprias salas de aula. Jorge* é representante de turma numa escola particular em Campo Grande e diz: "Se quando tenho de falar com meus colegas por cinco minutos já é complicado, imagine o professor, que dá seis aulas de 50 minutos para quem não quer prestar atenção". Também não passam despercebidas a necessidade constante de estudo e as atribuições que extrapolam o horário letivo, como lembra Leila*, estudante de escola pública em Feira de Santana, a 119 quilômetros de Salvador: "Depois de trabalhar em vários turnos, muitos ainda têm de chegar em casa, elaborar aula e prova e tudo mais."
Comprovação prática para as suspeitas dos especialistas
Vistas em conjunto, as percepções sobre o trabalho do professor captadas pela pesquisa mostram uma profissão cada vez mais complexa - os jovens entendem e mencionam dificuldades recentes, como o aumento da violência e da agressividade -, porém mal recompensada e sem capacidade de atração. "O grande mérito do estudo é trazer evidências empíricas para o que já intuíamos", afirma Denise Vaillant, coordenadora do Programa de Desenvolvimento do Profissional Docente na América Latina e Caribe (Preal). "A triste realidade é que a docência se transformou em uma opção por descarte. Se um amigo ou filho nos diz 'quero ser professor', nós mesmos muitas vezes respondemos, com a mão no coração: 'Pense em outra coisa'."
O Brasil já experimenta as consequências do baixo interesse pela docência. Estatísticas de 2006 do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que os profissionais do ensino constituem o terceiro grupo ocupacional mais numeroso do Brasil: 8,4% dos trabalhadores - em números absolutos, cerca de 2,9 milhões de postos de trabalho. Perdem apenas para duas categorias reconhecidas como grandes absorvedoras de mão de obra: os escriturários (15,2%) e os trabalhadores do setor de serviços (14,9%). E ficam à frente dos trabalhadores da construção civil (cerca de 4% da força de trabalho).
Faltam 710 mil docentes com formação adequada à área
O problema é que não há candidatos suficientes para suprir, com qualidade, as vagas disponíveis. De acordo com uma estimativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisa Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ligado ao Ministério da Educação, só no Ensino Médio e nas séries finais do Ensino Fundamental o déficit de professores com formação adequada à área que lecionam chega a 710 mil. É o que os especialistas chamam de "escassez oculta", que se registra quando o ensino é exercido por pessoas não plenamente qualificadas a ensinar para determinado nível escolar ou disciplina. A situação mais crítica ocorre nas ciências exatas. Em áreas como a de Física, o porcentual de docentes graduados no campo de saber específico é de apenas 25,2%. Na de Química, o total é de 38,2%.
O panorama é ainda mais grave se considerarmos que 41% do corpo docente tem 41 anos ou mais - ou seja, está relativamente próximo da aposentadoria (como se vê no gráfico abaixo). Além disso, a julgar pelos resultados dos mais recentes Censos Escolares da Educação Básica, começam a se avolumar evidências de que o número de aposentadorias tende a superar o número de formandos nos próximos anos.
Vale repetir que esse quadro não tem nada a ver com falta de vagas nas universidades. "Entre 2001 e 2006, houve crescimento de 65% no número de cursos de licenciatura. As matrículas, porém, aumentaram apenas 39%", afirma Bernardete Gatti, pesquisadora da FCC e supervisora do estudo. Segundo o Censo da Educação Superior de 2009, há 55% de vagas ociosas nos cursos de Pedagogia e formação de professores - número acima da média das outras carreiras (leia o gráfico abaixo).
Vai faltar gente
Número de vagas ociosas nos cursos de Pedagogia e formação de professores é alto. Enquanto isso, corpo docente envelhece. 





Escassez tende a piorar com a expansão da Educação Básica
Finalmente, um último aspecto inquietante diz respeito ao impacto da falta de docentes no aprendizado dos alunos. Dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) destacam a relação entre a escassez (e a má formação) dos professores e o desempenho dos estudantes nesse exame internacional. No Brasil, o problema tende a se intensificar com a expansão das matrículas projetadas com a universalização do Ensino Médio e da Educação Infantil nos próximos anos - agora que foi aprovada a lei que torna obrigatória a escolarização de crianças e jovens de 4 a 17 anos. A questão não se resume a atrair urgentemente mais e mais candidatos. Trata-se de criar mecanismos para atrair os mais bem preparados, como você vai ler na próxima reportagem desta edição especial.

(Revista Escola)




terça-feira, 20 de novembro de 2012

Governadores inimigos da educação são derrotados no STF


O ministro Joaquim Barbosa, relator do processo, acaba de indeferir o pedido de liminar feito pelos governadores dos estados do Rio Grande do Sul, Piauí, Roraima, Santa Catarina, Goiás e Mato Grosso do Sul, na ADI 4848, que pretendia colocar o INPC como único fator para o reajuste do Piso, algo que a CNTE jamais aceitou.
É uma vitória dos trabalhadores em educação de todo o país, que, aos milhares, foram às ruas reivindicar os seus direitos e realizaram manifestações nos estados dos governadores signatários da ADI.
Com a decisão, os Estados devem continuar atualizando o valor do piso seguindo os exatos termos da Lei Nacional do Piso do Magistério. Joaquim Barbosa lembrou que a União está obrigada a complementar os recursos locais para atender ao novo padrão remuneratório do Piso, de modo que não há risco para os orçamentos locais e também consignou que os gastos com o piso são obrigatórios e que a concessão da liminar poderia representar um risco inverso, artificialmente comprometendo a função do piso nacional.
Lembramos que a decisão da liminar não é definitiva, cabendo ao STF julgar o mérito da ADI 4.848 em data ainda não prevista. Mas a vitória parcial é importante, sobretudo neste momento em que se aproxima mais uma atualização do valor do piso.
Agora, a CNTE trabalha para a aprovação de projeto de lei (ou medida provisória), ainda este ano, que contemple a proposta de reajuste que engloba o INPC + 50% das receitas do FUNDEB, conforme apresentado ao presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, e definido em acordo com outras entidades como a Undime, a Campanha Nacional Pelo Direito à Educação e a Comissão de Educação e Cultura da Câmara.
A proposta simboliza a melhor possibilidade de ganho real diante das variações dos índices de acordo com momentos de instabilidade, como a crise financeira atual.
Parabéns aos trabalhadores da educação pela importante vitória com a derrubada, em caráter de liminar, da ADI 4848! 

CNTE - Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Opinião ZH


A desgraça mostra o rosto mas nada vemos _ não estamos nem aí... Nada é pior do que essa guerra de rua em tempos de paz (oficialmente de paz!), que alcança um tom demente em São Paulo e Santa Catarina, mas é comum a todo o país. Nela, não se sabe exatamente quem é "o inimigo" ou como se chama, nem ele conhece nosso nome ou o que somos. A violência urbana é feroz por ser exercida a esmo, contra qualquer um. Em ambos lados, bastam "as aparências" para que alguém se torne vítima.
Em São Paulo, por exemplo, não só a organizada bandidagem do PCC ataca e mata a granel, seja a quem for, de preferência policiais. Não temos a "pena capital" e nem um minucioso processo judicial pode condenar alguém à morte, mas a polícia também mata à toa, só por "desconfiar", e em nome do Estado! Viram as cenas exibidas na TV dias atrás, em que um motorista (tomado por ladrão de carro) foi preso e, ao se queixar, levou oito tiros?
Os dois Estados, porém, vivem situações distintas. Em São Paulo a violência organizada é seletiva, quer vencer (ou vingar-se) aterrorizando a polícia. Em Santa Catarina, é vandálica _ terrorismo generalizado e indiscriminado, que incendeia ônibus e cujo alvo é a população em si. "O crime fortalece o crime!" _ prega escancaradamente a cartilha do PCC, que circula nas prisões gaúchas. Há anos sabemos disso, mas agora, quando a violência vira escândalo, os governantes reinventam as "soluções" inócuas de sempre: obter mais verbas federais, aumentar a repressão e, como símbolo da vitória futura contra o crime, construir mais e mais presídios. O ministro da Justiça sintetizou essa visão com uma frase, dias atrás: "Prefiro perder a vida a passar anos nos presídios medievais do Brasil". Tem razão ele quanto ao estilo degradante das prisões, que só exacerbam o espírito do crime. Mas, pensar que tudo se resolve com presídios decentes que recuperem o criminoso, é desconhecer a gênese do crime. É inverter a solução, como se para combater uma epidemia bastasse abrir farmácias... É preciso reprimir o delito com rigor e, mais do que tudo, sem tréguas. Mas não dar trégua ao crime significa extirpar as causas da violência, matá-la no ninho antes de que rompa a casca do ovo. O delito não brota da profundeza da terra nem cai do céu ou é inato. É _ isto sim _ um "fato cultural", fruto de condições sociais absurdas e violentas. Hoje, até o lazer e o entretenimento são violentos. O tum-tum-tum, que chamam de música, brutaliza os neurônios de crianças e adultos. Os bailes "funk" são estupro coletivo, consentido ou não. Em qualquer classe social, cultivar o amor tornou-se "cafona" ou "brega" e só vale levar vantagem, enganar e mentir. A maravilha da internet transforma-se no meio ideal para a rapinagem ética, em que a falsidade predomina até na compra-e-venda. A TV (por lei, "instrumento cultural") se vulgariza em busca de "audiência", pois a baixaria abjeta entra fácil pelo ouvido corrompido desde cedo. A publicidade apela às piores metáforas e mostra a cerveja como se fosse a finalidade da vida... A droga faz o resto! Frente a isto, a escola não tem como educar. Antes ainda de alfabetizados, as crianças já foram "educadas" pelo videogame em que jogar é apertar teclas para "matar" e "destruir". As teclas comandam, levam a não pensar, nos fazem bonecos assimilando só o que venha pronto. Sem raciocínio, o torpor decide por nós. E, então, por que não apertar o gatilho para roubar o que seja? Por que não? Ou, "lá em cima", políticos e governantes não subornam empresários ou banqueiros, todos em busca de vantagens? Assim, passo a passo, o ninho do crime vira nascedouro de nossas vidas. 
FLÁVIO  TAVARES

Governo de SP também fez ‘anúncio-fantasma’

Na semana passada, descobrira-se que a Presidência da República torrara, sob Dilma Rousseff, R$ 135,6 mil pra remunerar anúncios jamais veiculados. Os jornais eram fantasmas. Neste domingo (18), fica-se sabendo que, na época em que era comandado por José Serra, o governo de São Paulo também destinou anúncios às mesmas publicações fictícias. A diferença é que gastou mais: R$ 309 mil, em cifras corrigidas. Suprapartidária, a mania de gastar verbas públicas como se fosse dinheiro grátis não tem fronteiras. 

Blog do Josias

MPF pede 80 anos de xilindró para Cachoeira


O julgamento de Carlinhos Cachoeira na Justiça Federal de Goiás entrou na fase decisiva. O Ministério Público Federal acusou-o de cometer 17 vezes os crimes de corrupção, formação de quadrilha armada e acesso indevido a informações sigilosas. A Procuradoria fechou a conta em 80 anos de cadeia. A repórter Andreza Mattas informa que corre agora o prazo para que a defesa apresente suas “alegações finais”. Advogado de Cachoeira, preso desde 29 de fevereiro, Nabor Bulhões compara o caso do seu cliente com o processo do mensalão. “O Supremo Tribunal Federal está julgando o que o Ministério Público chamou de o mais grave e ousado esquema de corrupção que existiu no país e a maior pena foi de 40 anos. Nenhum dos réus foi preso durante o processo. Estão brincando de direito penal com meu cliente.” 
Josias de Souza

Sem-cadeia!

Blog do Josias