segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cordel Encantado desta terça-feira

Em Cordel Encantado, novela da Rede Globo, resumo do próximo capítulo 98, terça-feira, 02 de agosto – Miguézim entrega a Herculano uma doação e deixa Jesuíno desconfiado. Batoré decide libertar Quiquiqui e Setembrino. Jesuíno tenta descobrir como o profeta conseguiu o dinheiro para os disfarces. Bartira não resiste ao beijo de Farid. Jesuíno descobre que o tesouro de Augusto foi roubado. Inácio confessa a Miguézim que está impressionado com a coragem de Antônia. Jesuíno comenta com Dora que acredita que o tesouro de Seráfia está com Miguézim. Florinda confessa a Zenóbio que está confusa em relação a Petrus. Felipe e Açucena se beijam. Nicolau vê Maria Cesária e Tibungo saindo da casa onde estão Augusto e Petrus. Jesuíno e Dora entram na casa de Miguézim à procura de uma arca e são surpreendidos pelo profeta.

Globo

Barack Banana


Em 20 de janeiro de 2009, sob um frio insuportável, cerca de 2 milhões de pessoas homenagearam a posse de Barack Obama no National Mall. A aglomeração é uma das maiores da história da capital americana.
Obama assumiu com imenso apoio popular. Tinha o controle democrata na Câmara, no Senado e a maioria dos governadores ao seu lado.
"Yes, we can!" (sim, nós podemos) era seu mantra.
De seu antecessor republicano, George W. Bush, herdou "heranças malditas" de fazer Lula corar ao esculhambar FHC.
Bush lhe repassou duas guerras bilionárias (no Afeganistão e no Iraque), uma prisão sem lei (Guantánamo) e a mais extraordinária crise financeira desde a década de 1930.
De imediato, o novo presidente prometeu atacar os três pontos: sair do Iraque, fechar Guantánamo e, mais importante, promover mudanças profundas no setor financeiro dos EUA.
O instituto Gallup marcava 78% de apoio popular quando o presidente delineou essa agenda.
Mas Obama revelou-se um fiasco.
Com o desemprego acima de 10%, priorizou mudanças controversas no sistema de saúde. E queimou em 2009 quase todo o seu capital político com a reforma, inconclusa até hoje.
Em vez de apontar o dedo para os republicanos que lhe entregaram a crise financeira e as guerras (sua "herança maldita"), foi conciliador e deu a mão a W. Bush.
A ponto de chamar o ex-presidente a ajudar na reconstrução do Haiti pós terremoto de 2010 (virou hit o vídeo em que Bush limpa a mão na camisa de Bill Clinton após ser tocado por um flagelado em Port-au-Prince).
O bom moço Obama também insistiu em fazer política "across the aisle" (do outro lado do corredor) ao tentar buscar consenso com os adversários republicanos.
Seria recalque?
O que Obama colheu foi a perda da maioria na Câmara no final de 2010 e o surgimento dos movimentos radicais republicanos "Tea Party", que reúnem o que há de mais retrógrado no país.
No setor financeiro, quase três anos depois da crise de 2008 e do dramático resgate estatal ao sistema, os maiores bancos dos EUA voltam a ter lucros bilionários e a reservar gordos bônus a executivos.
Obama também não cumpriu a meta de taxar bancos para pagar a conta da crise, nem eliminou benesses tributárias aos ricos, outra herança de Bush.
Já as mesmas agências de classificação de risco que avalizaram a esbórnia pré crise (e que prometeu reformar) agora ameaçam rebaixar as notas da dívida dos EUA. Que só explodiu como último recurso para salvar o sistema após a leniência republicana sob oito anos de W. Bush.
Por conta da dívida, essa mesma oposição republicana fará Obama sangrar até a eleição de 2012.
"Yes, we créu!"
Charge da última revista "The Economist" ironiza como um pequeno movimento radical americano de direita, o "Tea Party", pode levar republicanos, os EUA e o mundo de volta ao abismo. "Alguma coisa está definitivamente errada aqui..."

Fernando Canzian

Comandante do Exército vira alvo de investigação



O comandante do Exército, general Enzo Martins Peri, e mais sete generais viraram alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça Militar sob suspeita de participação em fraudes em obras executadas pelo Exército, informa reportagem de Marco Antônio Martins, publicada na edição deste domingo da Folha (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).
Os oficiais comandaram o DEC (Departamento de Engenharia e Construção) e o IME (Instituto Militar de Engenharia) entre 2004 e 2009, período em que o Exército firmou vários convênios com o Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para realizar obras em rodovias.
Um grupo de engenheiros e contadores chefiados pela promotora Ione de Souza Cruz, do Ministério Público Militar, apontou indícios de fraude em 88 licitações feitas pelo Exército para executar obras do Ministério dos Transportes e apontou desvios de recursos públicos no valor de R$ 11 milhões.
Em nota, o Centro de Comunicação do Exército afirmou que não tem conhecimento da investigação e que "não cabe à Força e nem aos militares citados emitir qualquer tipo de posicionamento sobre o assunto".

Marco Antônio Martins

Favela desenvolve vacina contra o álcool

O governador Geraldo Alckmin está lançando um programa para afastar o jovem do álcool, prevendo, entre outras coisas, punição mais rigorosa a quem vender bebida.
Vale a pena prestar atenção numa experiência em que a maior favela de São Paulo (Heliópolis) está desenvolvendo. Uma espécie de vacina contra o abuso da bebida (o detalhamento está no www.catracalivre.com.br).
Há quase dois anos, ocorre ali um projeto batizado de Alconscientes. Jovens são treinados a usar os recursos da comunicação e do marketing, treinados por profissionais, para convencer os demais jovens de sua comunidade a não abusarem da bebida. Quem melhor do que o jovem da própria comunidade para entender os códigos locais?
Fizeram avaliações independentes para medir o impacto da experiência. Revelou-se maior consciência do perigo do bebida, comparando-se com comunidades do mesmo perfil e até redução do consumo.
Punir é importante. Mas educar é ainda mais. Foi assim que se está conseguindo, por exemplo, uma série de vitórias contra o fumo.

Gilberto Dimenstein

Com vista para a crise!



Blog Josias de Souza

Marcha contra a impunidade reúne mais de 300 pessoas no Rio


A ONG Rio de Paz reuniu na tarde deste domingo mais de 300 pessoas durante passeata "contra a impunidade de crimes" no Rio de Janeiro. Os manifestantes percorreram cerca de 3 km da orla da praia de Copacabana, zona sul da cidade, e colocaram rosas vermelhas ao redor de uma enorme cruz preta fincada na areia na altura da rua Princesa Isabel.
"Não podemos ficar parados frente a 92% dos homicidas que não são punidos no Estado do Rio de Janeiro [dado de relatório do sociólogo da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) Inácio Cano]. Não devemos aceitar, inclusive, a impunidade policial. Queremos uma polícia cidadã", destacou à Folha o presidente da ONG Antônio Carlos Costa.
Flores e retratos de pessoas mortas foram colocados nas areias de Copacabana em ato contra a impunidadeocorrido hoje no Rio
O julgamento e a punição para os assassinos do menino Juan Moraes, 11, que foi morto por policiais militares no início deste mês, e a investigação dos casos de desaparecidos com indícios de homicídio como o da engenheira Patrícia Amieiro, 26, foram algumas das reivindicações da Rio de Paz durante a manifestação.
"É horrível. Todo dia eu choro. Tudo me lembra ela. Esse evento é bom para as autoridades olharem o que está acontecendo no Estado. A gente tenta falar com o governador, mas ele nunca pode nos receber", lamenta Tânia Márcia Amieiro de Franco, 53, mãe da jovem que desapareceu há três anos após passar por uma blitz de PMs do Batalhão do Recreio dos Bandeirantes, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital.
Os casos do menino João Roberto, 4, morto numa abordagem policial há cerca de três anos, e do músico da escola de samba Caprichosos de Pilares, Jackson Martins, assassinado por homens armados quando seguia para o trabalho na avenida Washington Luis, em 2004, também foram lembrados na caminhada. "Esse encontro é uma semente que a gente está plantando. A população não pode ficar inerte. O que aconteceu com a minha família não pode se repetir", afirmou Paulo Soares, 45 pai do menino João Roberto.
"Quem mata, não sabe a dor de uma saudade", disse emocionada Carmem de Souza Martins, 57, mãe de Jackson Martins.

DIANA BRITO

Após anúncio de acordo, Senado dos EUA vota plano anticalote


O Senado dos Estados Unidos deve votar nesta segunda-feira um novo projeto de cortes nos gastos governamentais e a elevação do teto da dívida pública americana, atualmente em US$ 14,3 trilhões, em um esforço para evitar um calote que pode abalar a economia mundial.
Entenda o novo acordo para aumentar teto da dívida nos EUA
Com o acordo entre republicanos e democratas, anunciado pelo presidente Barack Obama, o plano deve passar entre segunda-feira e terça-feira na Câmara dos Deputados, para então poder ser implementado.
O presidente dos EUA, Barack Obama, durante pronunciamento neste domingo sobre acordo para evitar calote
O presidente dos EUA, Barack Obama, durante pronunciamento neste domingo sobre acordo para evitar calote
A aprovação virá um dia antes do prazo final dado pelo governo Obama, que alertou que a partir de amanhã não poderá mais arcar com todos os seus compromissos sem a elevação do teto da dívida. Em risco, estão os pagamentos aos investidores, benefícios sociais e empresas que prestam serviço ao governo.
Se aprovado, o pacote preservará a classificação de risco dos EUA, dará garantias aos investidores do mercado financeiro mundial e pode, possivelmente, reverter as perdas dos últimos dias nas bolsas diante do risco de calote.
Na noite de domingo, Obama foi a público anunciar o que parece ser o capítulo final de uma disputa sem precedentes na economia americana, acostumada a elevar o teto da dívida quase anualmente. Desta vez, um tema aparentemente de prioridade econômica foi contaminado pelo clima de disputa eleitoral na Casa Branca, em 2012.
Segundo Obama, o acordo permitirá "evitar o default e encerrar a crise que Washington impôs ao resto dos Estados Unidos".

PARTIDÁRIO

Os líderes das duas Casas passaram a noite explicando aos seus colegas os detalhes do plano, a elevar o teto da dívida em um valor mínimo de US$ 2,1 trilhões.
A elevação vem acompanhada de um corte imediato do deficit no valor de US$ 1 trilhão.
Um novo comitê bipartidário no Congresso se encarregará de apresentar, antes do Dia de Ação de Graças, no final de novembro, um plano complementar que reduza o deficit em US$ 1,5 trilhão adicionais durante os próximos dez anos.
Isto garante que o limite não deverá aumentar de novo até 2013, para evitar novas lutas bipartidárias no lance final da campanha pelas eleições de 2012 e não prejudicar a recuperação econômica.
O pacote deve passar sem dificuldade pelo Senado, de maioria democrata, mas ainda resta dúvidas se passará na Câmara dos Deputados, de maioria republicana e onde integrantes do movimento ultradireitista Tea Party já se disseram insatisfeitos com o acordo da noite de domingo.
Nas últimas semanas, a Câmara dos Deputados aprovou dois pacotes patrocinados pelo líder republicano John Boehner. O Senado vetou os dois, elevando as negociações à estaca zero.
Em um bom sinal, Boehner disse aos colegas republicanos que o acordo é bom e vai de encontro às demandas republicanas.

AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS