O desempenho de Pernambuco melhorou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2009, divulgado este fim de semana pelo Ministério da Educação (MEC).
Nos grupos avaliados – séries iniciais e finais do ensino fundamental e ensino médio – o Estado alcançou ou superou as metas estipuladas pelo governo federal para o ano de 2009. Apesar da boa notícia, as notas dos estudantes pernambucanos, assim como no restante do Brasil, ainda estão muito distantes das registradas entre alunos de países desenvolvidos.
Em 2009, Pernambuco somou 4,1 pontos nas séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano), registrando um crescimento de meio ponto em relação a 2007, quando obteve 3,6 (essa era a meta para 2009).
Nos anos finais do ensino fundamental (6ª a 9ª série), o Estado ficou com 3,4, também 0,5 ponto acima do desempenho de 2007, que foi 2,9. No ensino médio, o Ideb pernambucano foi 3,3, superando a projeção para 2009, que era 3,2. Em 2007, a média foi 3. Vale ressaltar que o Ideb total reúne as notas dos alunos das escolas estaduais, municipais e da rede privada.
Os Estados de Minas Gerais e Distrito Federal tiveram as melhores notas do Brasil nas séries iniciais do fundamental, 5,6, enquanto o Pará ficou com a pior nota, 3,6. Nos anos finais, a melhor performance foi de São Paulo e Santa Catarina, empatados com 4,5. Alagoas alcançou a média mais baixa, 2,9. No ensino médio, destaque positivo para Paraná, 4,2 e negativo para o Piauí, 3, o mais baixo do País.
REDE ESTADUAL - Quando se verifica apenas as escolas da rede estadual, percebe-se que o melhor resultado foi nas séries finais do fundamental. De 2,5 em 2007, agora passou para 3 em 2009, um aumento de meio ponto. Depois, o acréscimo maior ocorreu nos anos iniciais do fundamental. Era 3,5 dois anos atrás e agora, 3,9. A melhora mais tímida foi no ensino médio, apenas três décimos: de 2,7 em 2005 para 3 em 2009.
Procurado pelo JC para comentar o resultado de Pernambuco, o secretário estadual de Educação, Nilton Mota, disse que só falaria sobre o resultado do Ideb 2009 hoje.
A rede privada, como era de se esperar, teve notas melhores que as da rede pública. Observando anos iniciais e finais do fundamental em 2009, nota-se as médias são iguais, 5,8 (antes eram 5,5 e 5,4, respectivamente).
No ensino médio, passou de 5,3 em 2007 para 5,5 em 2009. A diferença é que na rede privada a Prova Brasil é feita por amostragem (nem todos os alunos participam), enquanto na rede pública há a participação de todos os estudantes. O Ideb vai de zero a 10 e é medido a cada dois anos (o primeiro foi em 2005). Para calculá-lo, leva-se em conta o fluxo escolar (taxas de aprovação, reprovação e evasão) e as médias de desempenho nas avaliações Prova Brasil e Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb).
O fluxo escolar é obtido do Censo Escolar. A Prova Brasil é um teste de leitura e matemática para turmas do ensino fundamental. Já os alunos do ensino médio fazem o Saeb, que tem também provas de português e matemática. Participaram, ano passado, 2,5 milhões de alunos da quarta série (quinto ano), dois milhões da oitava série (nono ano) e 56 mil do ensino médio.
Margarida Azevedo
Do Jornal do Commercio
terça-feira, 6 de julho de 2010
Educacional
Incentivos financeiros não melhoram escolas com baixo desempenho
Além de medir a qualidade do ensino no País, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009 revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim.
Municípios e escolas com pior desempenho - cujo resultado é divulgado hoje - receberam prioridade nas ações do Ministério da Educação (MEC), mas em muitos casos, nem essa ajuda extra resolveu.
No foco do ministério encontram-se 1.822 municípios com notas inferiores a 4,2 em 2007 e mais 28 mil escolas com notas até 3,8 no mesmo ano. Desde então, mais de R$ 400 milhões foram liberados para as escolas. Mesmo recebendo um auxílio em dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranking nacional conseguiu melhorar o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo selecionou 155 municípios com notas até 2 na segunda etapa do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série). A nota 2 equivale a menos da metade da média nacional (4,6). O levantamento revela que, na avaliação do desempenho, quase a metade (45%), o que corresponde a 70 municípios, ou não conseguiu alcançar a meta ou piorou a nota - nesse universo, 58 municípios (37,4%) evoluíram, mas não alcançaram a nota, e 12 (8%) andaram para trás entre 2007 e 2009. Os outros municípios melhoraram a ponto de, pelo menos, alcançar a meta.
Na amostra das 4.ª séries selecionada pelo Estado, com 47 municípios que tinham nota 2 no Ideb de 2007, 25 cidades, o que dá pouco mais da metade (53,1%), alcançaram a meta. Outros 22 municípios (47%) não alcançaram a meta. As metas variam de escola para escola e de município para município, dependendo do ponto de partida de cada um. Nas próximas duas semanas, técnicos do ministério cruzarão dados do Ideb para avaliar o comportamento das escolas e municípios com pior desempenho.
Além de medir a qualidade do ensino no País, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2009 revela o tamanho do desafio que é mudar a situação de escolas e cidades com desempenho muito ruim.
Municípios e escolas com pior desempenho - cujo resultado é divulgado hoje - receberam prioridade nas ações do Ministério da Educação (MEC), mas em muitos casos, nem essa ajuda extra resolveu.
No foco do ministério encontram-se 1.822 municípios com notas inferiores a 4,2 em 2007 e mais 28 mil escolas com notas até 3,8 no mesmo ano. Desde então, mais de R$ 400 milhões foram liberados para as escolas. Mesmo recebendo um auxílio em dinheiro e suporte técnico, pouco mais da metade dos piores municípios no ranking nacional conseguiu melhorar o indicador no intervalo de dois anos, entre as duas últimas edições do Ideb (2007 e 2009), a ponto de superar suas respectivas metas.
A reportagem do jornal O Estado de S. Paulo selecionou 155 municípios com notas até 2 na segunda etapa do ensino fundamental (de 5ª a 8ª série). A nota 2 equivale a menos da metade da média nacional (4,6). O levantamento revela que, na avaliação do desempenho, quase a metade (45%), o que corresponde a 70 municípios, ou não conseguiu alcançar a meta ou piorou a nota - nesse universo, 58 municípios (37,4%) evoluíram, mas não alcançaram a nota, e 12 (8%) andaram para trás entre 2007 e 2009. Os outros municípios melhoraram a ponto de, pelo menos, alcançar a meta.
Na amostra das 4.ª séries selecionada pelo Estado, com 47 municípios que tinham nota 2 no Ideb de 2007, 25 cidades, o que dá pouco mais da metade (53,1%), alcançaram a meta. Outros 22 municípios (47%) não alcançaram a meta. As metas variam de escola para escola e de município para município, dependendo do ponto de partida de cada um. Nas próximas duas semanas, técnicos do ministério cruzarão dados do Ideb para avaliar o comportamento das escolas e municípios com pior desempenho.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Escola pública está três anos atrás da particular
Foi constatado pelo resultado do IDEB
Apesar de a distância que separa a rede pública e a particular ter caído de 2005 a 2009, um aluno que completa o ensino fundamental em colégio privado sabe, em média, mais que um formado no ensino médio público, com três anos a mais de estudo.
Veja desempenho até 4ª série
Veja desempenho de 5ª a 8ª série
Essas são constatações que podem ser feitas a partir dos resultados do Ideb, principal indicador do MEC de avaliação da qualidade da educação brasileira.
O ministério divulga hoje dados por Estados, municípios e redes. O Ideb agrega num único índice, numa escala que vai de zero a dez, taxas de aprovação de alunos e médias em testes de português e de matemática.
De 2005 a 2009, a diferença entre a rede pública e a particular caiu em todos os níveis pesquisados.
A desigualdade entre as duas redes, no entanto, é gritante ao comparar o quanto um aluno de escola pública aprendeu ao final do ensino médio (antigo 2º grau), em comparação com um da rede privada que finalizou o fundamental (antigo 1º grau).
Como as provas do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica, um dos componentes do Ideb) têm a mesma escala e grau de dificuldade para todas as séries, é possível comparar alunos de diferentes anos.
Em matemática, por exemplo, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na pública ao fim do ensino médio, a média é de 266.
Em português, a média foi de 279 pontos em particulares no último ano do ensino fundamental e 262 em públicas ao fim do médio.
Sem surpresas
O sociólogo Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, diz não se surpreender com a distância.
"As escolas privadas têm uma série de vantagens. Podem escolher o aluno, tirar o indisciplinado, têm uma direção com mais autonomia. Nas escolas públicas, isso é mais rígido. Ou seja: se uma escola privada tiver interesse em melhores resultados, dá para trabalhar para isso. Em uma pública, é mais difícil."
Outro ponto a ser considerado é que o nível socioeconômico dos alunos é o fator que, comprovadamente, mais impacto tem nas suas notas. Como os alunos de escolas particulares vêm de famílias mais ricas e escolarizadas, esta diferença não pode ser atribuída apenas ao trabalho da escola.
O presidente da Undime (entidade que representa os secretários municipais de educação), Carlos Eduardo Sanches, diz que, considerando o quanto é gasto por aluno em cada rede, a distância deveria ser maior.
Ele diz que o Fundeb [fundo que distribui recursos públicos por estudante] dá hoje R$ 1.415 por ano por aluno, enquanto uma mensalidade em escola particular já fica, em média, em torno de R$ 800. "É claro que as públicas precisam melhorar, mas, com essa quantidade de recursos, o retrato do sistema privado é que é dramático."
Schwartzman concorda, lembrando que o ensino particular no Brasil, quando comparado com o de outros países no Pisa (exame internacional de avaliação do ensino), deixa a desejar.
"Mesmo as melhores particulares do Brasil são piores do que as dos outros países. São muito orientadas para vestibulares, têm muitas matérias e o mesmo problema com a má formação dos professores no setor público."
Apesar de a distância que separa a rede pública e a particular ter caído de 2005 a 2009, um aluno que completa o ensino fundamental em colégio privado sabe, em média, mais que um formado no ensino médio público, com três anos a mais de estudo.
Veja desempenho até 4ª série
Veja desempenho de 5ª a 8ª série
Essas são constatações que podem ser feitas a partir dos resultados do Ideb, principal indicador do MEC de avaliação da qualidade da educação brasileira.
O ministério divulga hoje dados por Estados, municípios e redes. O Ideb agrega num único índice, numa escala que vai de zero a dez, taxas de aprovação de alunos e médias em testes de português e de matemática.
De 2005 a 2009, a diferença entre a rede pública e a particular caiu em todos os níveis pesquisados.
A desigualdade entre as duas redes, no entanto, é gritante ao comparar o quanto um aluno de escola pública aprendeu ao final do ensino médio (antigo 2º grau), em comparação com um da rede privada que finalizou o fundamental (antigo 1º grau).
Como as provas do Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica, um dos componentes do Ideb) têm a mesma escala e grau de dificuldade para todas as séries, é possível comparar alunos de diferentes anos.
Em matemática, por exemplo, a média dos estudantes ao final do ensino fundamental na rede privada foi de 294 pontos numa escala de zero a 500. Na pública ao fim do ensino médio, a média é de 266.
Em português, a média foi de 279 pontos em particulares no último ano do ensino fundamental e 262 em públicas ao fim do médio.
Sem surpresas
O sociólogo Simon Schwartzman, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade, diz não se surpreender com a distância.
"As escolas privadas têm uma série de vantagens. Podem escolher o aluno, tirar o indisciplinado, têm uma direção com mais autonomia. Nas escolas públicas, isso é mais rígido. Ou seja: se uma escola privada tiver interesse em melhores resultados, dá para trabalhar para isso. Em uma pública, é mais difícil."
Outro ponto a ser considerado é que o nível socioeconômico dos alunos é o fator que, comprovadamente, mais impacto tem nas suas notas. Como os alunos de escolas particulares vêm de famílias mais ricas e escolarizadas, esta diferença não pode ser atribuída apenas ao trabalho da escola.
O presidente da Undime (entidade que representa os secretários municipais de educação), Carlos Eduardo Sanches, diz que, considerando o quanto é gasto por aluno em cada rede, a distância deveria ser maior.
Ele diz que o Fundeb [fundo que distribui recursos públicos por estudante] dá hoje R$ 1.415 por ano por aluno, enquanto uma mensalidade em escola particular já fica, em média, em torno de R$ 800. "É claro que as públicas precisam melhorar, mas, com essa quantidade de recursos, o retrato do sistema privado é que é dramático."
Schwartzman concorda, lembrando que o ensino particular no Brasil, quando comparado com o de outros países no Pisa (exame internacional de avaliação do ensino), deixa a desejar.
"Mesmo as melhores particulares do Brasil são piores do que as dos outros países. São muito orientadas para vestibulares, têm muitas matérias e o mesmo problema com a má formação dos professores no setor público."
Carreira Docente
Sintepe participa de reunião sobre implementação de concurso para carreira docente
O presidente do Sintepe, Heleno Araújo e alguns diretores da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estiveram reunidos com o ministro da educação, Fernando Haddad, na última quarta-feira (30).
O objetivo do encontro foi tratar da implementação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. A TV Câmara também cedeu espaço ao tema no programa Expressão Nacional. Faça o download e assista ao programa da TV Câmara sobre o exame aqui. Na opinião do sindicalista Heleno Araújo “A reunião foi positiva porque o ministro se colocou à disposição para fazer as alterações na portaria 14 com a perspectiva de ingresso de concurso”. Entre as mudanças que serão feitas destacam-se a retirada da palavra exame e a substituição por concurso público. No local dos objetivos, que caracterizam avaliação através de provas, estará escrito, avaliação do docente em exercício. Essas mudanças seguem para o Ministério da Educação próxima semana.
A CNTE e o Sintepe concordam com a ideia de concurso público porque dá uma perspectiva de carreira nacional. Heleno é incisivo ao lembrar “Essa medida não vai garantir qualidade na educação. É preciso garantir jornada exclusiva do professor, garantir as aulas atividades, salários dignos e fortalecimento da gestão democrática. Além de dar condições para que a profissão se torne atrativa”.
Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, o debate precisa ser aprofundado sobre as matrizes da prova e garantir que o exame seja utilizado como ingresso dos docentes na carreira, não como avaliação dos professores. Na reunião, ficou acertada a criação de um Comitê de Governança para avaliar um Exame Nacional e apresentar propostas para efetivar o projeto. Na ocasião, foi deliberada que as audiências públicas serão abertas a sociedade e a categoria. A proposta está aberta para consulta pública até o dia 3 de julho no site http://consultaexamedocente.inep.gov.br/index/login.
O presidente do Sintepe, Heleno Araújo e alguns diretores da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) estiveram reunidos com o ministro da educação, Fernando Haddad, na última quarta-feira (30).
O objetivo do encontro foi tratar da implementação do Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. A TV Câmara também cedeu espaço ao tema no programa Expressão Nacional. Faça o download e assista ao programa da TV Câmara sobre o exame aqui. Na opinião do sindicalista Heleno Araújo “A reunião foi positiva porque o ministro se colocou à disposição para fazer as alterações na portaria 14 com a perspectiva de ingresso de concurso”. Entre as mudanças que serão feitas destacam-se a retirada da palavra exame e a substituição por concurso público. No local dos objetivos, que caracterizam avaliação através de provas, estará escrito, avaliação do docente em exercício. Essas mudanças seguem para o Ministério da Educação próxima semana.
A CNTE e o Sintepe concordam com a ideia de concurso público porque dá uma perspectiva de carreira nacional. Heleno é incisivo ao lembrar “Essa medida não vai garantir qualidade na educação. É preciso garantir jornada exclusiva do professor, garantir as aulas atividades, salários dignos e fortalecimento da gestão democrática. Além de dar condições para que a profissão se torne atrativa”.
Para o presidente da CNTE, Roberto Leão, o debate precisa ser aprofundado sobre as matrizes da prova e garantir que o exame seja utilizado como ingresso dos docentes na carreira, não como avaliação dos professores. Na reunião, ficou acertada a criação de um Comitê de Governança para avaliar um Exame Nacional e apresentar propostas para efetivar o projeto. Na ocasião, foi deliberada que as audiências públicas serão abertas a sociedade e a categoria. A proposta está aberta para consulta pública até o dia 3 de julho no site http://consultaexamedocente.inep.gov.br/index/login.
sábado, 3 de julho de 2010
Sintepe
PSPN: Senado precisa agilizar votação do PLC 321/09
Está pronto para entrar em pauta na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, desde o dia 22 de junho, o Projeto de Lei da Câmara nº 321/09, que visa alterar o critério de reajuste do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica, estabelecido pelo art. 5º da Lei 11.738.
Decorrente do PL 3.776/08, enviado à Câmara dos Deputados, a pedido de governadores e prefeitos, o PLC nº 321 assimilou diversas contribuições da CNTE, a fim superar a principal restrição do Projeto que era a vinculação do reajuste do PSPN unicamente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Da forma como se encontra, hoje, a fórmula de reajuste do PSPN terá duas variáveis: uma que prevê ganho real com base na variação positiva do valor mínimo do Fundeb dos dois últimos anos; e, outra, que garante, no mínimo, a reposição do INPC/IBGE no caso de a primeira variável ficar abaixo desta última.
Outro fator importante para a aprovação do PLC nº 321/09 refere-se à unidade de interpretação em torno do critério de reajuste do Piso. Recentemente, um Parecer da Advocacia Geral da União interpretou o art. 5º da Lei 11.738 de forma contrária à posição da CNTE, criando mais conflito interpretativo à norma. Com a nova regra isso estará superado, o que não retira a possibilidade de os sindicatos reivindicarem (política ou judicialmente) a aplicação do preceito anterior com base no que consideramos ser o correto.
Infelizmente, e por razões de competência legal, o PLC nº 321/09 não supera a questão do atual valor do piso, tampouco a aplicação do percentual de hora-atividade na jornada dos professores. Esses dois quesitos estão diretamente ligados ao acórdão do Supremo Tribunal Federal. No caso do primeiro (valor), a decisão do STF deu margem interpretativa tanto ao critério de reajuste (Parecer da AGU) quanto ao momento de sua primeira incidência, o que para a CNTE deveria ter ocorrido em janeiro de 2009. Quanto à hora-atividade, apesar de suspensa até julgamento do mérito da ADI 4.167, nada impede de os entes federados a observarem nos planos de carreira da categoria.
Em suma: apesar de a luta pela correta e integral aplicação da Lei 11.738 continuar com base num valor monetário de piso de R$ 1.312,85, vinculado aos vencimentos iniciais de carreira para o ano de 2010, a aprovação do PLC nº 321/09, mesmo não sendo a solução de todos os problemas – hoje muito mais dependentes do julgamento de mérito no STF –, ao menos caminha no sentido de evitar novas perdas aos trabalhadores decorrentes das várias interpretações suscitadas à norma federal, que só atendem aos interesses de gestores pouco comprometidos com a qualidade da educação e com a valorização de seus profissionais.
Fonte: Site da CNTE, em 01/07/2010
Está pronto para entrar em pauta na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Federal, desde o dia 22 de junho, o Projeto de Lei da Câmara nº 321/09, que visa alterar o critério de reajuste do piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica, estabelecido pelo art. 5º da Lei 11.738.
Decorrente do PL 3.776/08, enviado à Câmara dos Deputados, a pedido de governadores e prefeitos, o PLC nº 321 assimilou diversas contribuições da CNTE, a fim superar a principal restrição do Projeto que era a vinculação do reajuste do PSPN unicamente à variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Da forma como se encontra, hoje, a fórmula de reajuste do PSPN terá duas variáveis: uma que prevê ganho real com base na variação positiva do valor mínimo do Fundeb dos dois últimos anos; e, outra, que garante, no mínimo, a reposição do INPC/IBGE no caso de a primeira variável ficar abaixo desta última.
Outro fator importante para a aprovação do PLC nº 321/09 refere-se à unidade de interpretação em torno do critério de reajuste do Piso. Recentemente, um Parecer da Advocacia Geral da União interpretou o art. 5º da Lei 11.738 de forma contrária à posição da CNTE, criando mais conflito interpretativo à norma. Com a nova regra isso estará superado, o que não retira a possibilidade de os sindicatos reivindicarem (política ou judicialmente) a aplicação do preceito anterior com base no que consideramos ser o correto.
Infelizmente, e por razões de competência legal, o PLC nº 321/09 não supera a questão do atual valor do piso, tampouco a aplicação do percentual de hora-atividade na jornada dos professores. Esses dois quesitos estão diretamente ligados ao acórdão do Supremo Tribunal Federal. No caso do primeiro (valor), a decisão do STF deu margem interpretativa tanto ao critério de reajuste (Parecer da AGU) quanto ao momento de sua primeira incidência, o que para a CNTE deveria ter ocorrido em janeiro de 2009. Quanto à hora-atividade, apesar de suspensa até julgamento do mérito da ADI 4.167, nada impede de os entes federados a observarem nos planos de carreira da categoria.
Em suma: apesar de a luta pela correta e integral aplicação da Lei 11.738 continuar com base num valor monetário de piso de R$ 1.312,85, vinculado aos vencimentos iniciais de carreira para o ano de 2010, a aprovação do PLC nº 321/09, mesmo não sendo a solução de todos os problemas – hoje muito mais dependentes do julgamento de mérito no STF –, ao menos caminha no sentido de evitar novas perdas aos trabalhadores decorrentes das várias interpretações suscitadas à norma federal, que só atendem aos interesses de gestores pouco comprometidos com a qualidade da educação e com a valorização de seus profissionais.
Fonte: Site da CNTE, em 01/07/2010
quinta-feira, 1 de julho de 2010
As enchentes no nordeste
Vamos ajudar pessoal
O amigo Tio Talles, leitor de longa data aqui do Haznos, me deu uma dica importante a respeito das enchentes do Nordeste. Achei tudo que ele escreveu tão válido que publicarei na íntegra, para que os usuários aqui do blog, quem sabe, possam ser tocados pela boa vontade e ajudem da maneira que conseguirem:
“Em tempos de copa deveríamos ter somente motivos para comemorar, no entanto existe algo lamentável acontecendo com Brasil e não é a expulsão do novo bad boy da seleção, Kaká. São as enchentes no Nordeste, em especial Pernambuco e Alagoas, de onde vem este que aqui escreve!
Lembro que há algum tempo o sul do Brasil passou por isso de maneira dolorosa e hoje se reergue de forma heroica, no entanto a região sul contou com a comoção nacional e dos grandes veículos de comunicação em massa. O que de fato não vem se repetindo com a mesma intensidade para com as vítimas dessa catástrofe no nordeste brasileiro, que ao todo somam-se em milhares, entre desabrigados, desaparecidos e vítimas.
Cidades foram inteiramente varridas do mapa, o Governo Federal já tomou devidas providências seguindo o protocolo de catástrofes. Jornais, por obrigação, têm dedicado pouco mais do que alguns minutos de links ao vivo, mas o povo brasileiro deve se lembrar do quanto o Nordeste já contribuiu em situações como essas repetidas com tristeza também no sudeste (Rio). Está na hora de retribuirmos com fraternidade ao povo nordestino, abandonando a lamentável indiferença dada a esse assunto!”
Saiba como ajudar e ajude!
Se você tem Twitter, ajude passando esta mensagem para seus amigos clicando no botão “retweet”, localizado abaixo. Se tem um blog, pode copiar este conteúdo na íntegra e não é necessário nem citar a fonte.
O importante é levá-la adiante e tentarmos ajudar.
O amigo Tio Talles, leitor de longa data aqui do Haznos, me deu uma dica importante a respeito das enchentes do Nordeste. Achei tudo que ele escreveu tão válido que publicarei na íntegra, para que os usuários aqui do blog, quem sabe, possam ser tocados pela boa vontade e ajudem da maneira que conseguirem:
“Em tempos de copa deveríamos ter somente motivos para comemorar, no entanto existe algo lamentável acontecendo com Brasil e não é a expulsão do novo bad boy da seleção, Kaká. São as enchentes no Nordeste, em especial Pernambuco e Alagoas, de onde vem este que aqui escreve!
Lembro que há algum tempo o sul do Brasil passou por isso de maneira dolorosa e hoje se reergue de forma heroica, no entanto a região sul contou com a comoção nacional e dos grandes veículos de comunicação em massa. O que de fato não vem se repetindo com a mesma intensidade para com as vítimas dessa catástrofe no nordeste brasileiro, que ao todo somam-se em milhares, entre desabrigados, desaparecidos e vítimas.
Cidades foram inteiramente varridas do mapa, o Governo Federal já tomou devidas providências seguindo o protocolo de catástrofes. Jornais, por obrigação, têm dedicado pouco mais do que alguns minutos de links ao vivo, mas o povo brasileiro deve se lembrar do quanto o Nordeste já contribuiu em situações como essas repetidas com tristeza também no sudeste (Rio). Está na hora de retribuirmos com fraternidade ao povo nordestino, abandonando a lamentável indiferença dada a esse assunto!”
Saiba como ajudar e ajude!
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O importante é levá-la adiante e tentarmos ajudar.
Mensagem
Reflexão
Uma pessoa de fé não sucumbe,
quando as dificuldades se apresentam...
Não desespera, quando se acha em perturbação...
Por mais alcantilado e negro que pareça seu caminho,
olha para frente à procura de um horizonte mais claro,
vê um destino de descanso e luz mais adiante.
Uma pessoa de fé não sucumbe,
quando as dificuldades se apresentam...
Não desespera, quando se acha em perturbação...
Por mais alcantilado e negro que pareça seu caminho,
olha para frente à procura de um horizonte mais claro,
vê um destino de descanso e luz mais adiante.
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